ANO: 26 | Nº: 6590
29/11/2018 Fogo cruzado

‘Sartori enganou sobre regime de recuperação fiscal’, afirma Mainardi

Foto: Vinicius Reis/Agência ALRS

Petista criticou governador após entrevista da secretária-executiva do Ministério da Fazenda
Petista criticou governador após entrevista da secretária-executiva do Ministério da Fazenda
A informação de que a privatização do Banrisul sempre foi condição para a adesão do Estado ao regime de recuperação fiscal, confirmada pela secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, em entrevista à Rádio Gaúcha, repercutiu, ontem. Para o líder da oposição, deputado Luiz Fernando Mainardi, do PT, trata-se de uma prova incontestável de que houve falta de transparência nas negociações. O petista afirma que o governador escondeu da população a condição mais importante para a adesão, assumida por ele como o principal projeto para um eventual segundo governo.
Durante a entrevista, Ana Paula disse que os negociadores do governo gaúcho conheciam a condição disso desde o início. Não ter o banco na lista de estatais a serem privatizadas, aliás, representaria um impedimento total para o acordo. Mainardi afirma que não ficou surpreso com a afirmação. “Fui uma voz quase solitária, sempre desmentido pelo governo e por analistas interessados. A lei já deixava claro que as privatizações exigidas incluíam o setor financeiro e de saneamento. O regime de recuperação fiscal é o que sempre dissemos: um caminho para dilapidar o Estado e comprometer ainda mais as finanças”, declarou o líder do PT na Assembleia Legislativa.
Para o petista, Sartori deixou um legado de má gestão e falta de transparência, que comprometem estruturalmente o Estado’. “Como dissemos, não havia pré-acordo, uma verdadeira fake news disseminada, via imprensa, para sustentar uma estratégia que visava pedalar o pagamento das parcelas e enganar o povo, criando condições para a privatização do banco dos gaúchos. Felizmente, foi uma estratégia derrotada”, afirmou o deputado.
Mainardi observou, ainda, que o governo do MDB deixa dois meses de salário para ser pago pelo próximo governador, um ano e meio de parcelas da dívida com a União sem pagamento e a antecipação de ICMS e IPVA, invadindo a receita do governo futuro. “Eis a síntese do que se pode chamar de má gestão”, concluiu. O governo não havia se manifestado sobre o assunto até o fechamento desta edição.

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