ANO: 26 | Nº: 6556
04/12/2018 Cidade

Músico bajeense Marcello Caminha é um dos finalistas do Prêmio Pier

Foto: Divulgação

Bajeense começou a tocar com 7 anos
Bajeense começou a tocar com 7 anos
A criação do Método Manual do Violão Gaúcho levou o músico bajeense Marcello Caminha a ficar entre os cinco finalistas do Prêmio Pier – edição 2018. A premiação foi criada pelo capítulo brasileiro da Mensa (sociedade de alto QI) e busca reconhecer quem, por meio do bom uso da inteligência, contribui ou contribuiu para a sociedade. 
O critério de participação foi que um dos 1643 membros da Mensa Brasil indicasse e justificasse vida e obra do concorrente. Seis pessoas foram indicadas ao prêmio e, de acordo com o edital, passam à escolha final um máximo de cinco concorrentes. Somente houve uma desclassificação, por não preencher o requisito de justificativa com três mil caracteres. O Prêmio Pier é uma iniciativa da Mensa Brasil, com anuência da família de Pier. A premiação se insere nos objetivos da Mensa, de identificar e promover a inteligência em benefício da humanidade e tem como público-alvo pessoas naturais, brasileiras ou estrangeiras, residentes e domiciliadas no Brasil ou que aqui apliquem majoritariamente seus esforços.
Caminha ressalta que está lisonjeado com a indicação do método que se destacou pela função didática e também pelo pionerismo. Segundo ele, o projeto foi lançado em abril e em outubro formou a primeira turma com mais de 200 alunos de todo o Brasil. Até a criação do método, a cultura do violão gaúcho era passada de violonista para violonista."Criamos o desafio das 24 semanas e, neste período, os alunos aprendem a tocar 24 músicas”, relatou.
O músico contou que a indicação o fez lembrar de quando iniciou suas aulas com o professor Edemar Teixeira, aos sete anos. “Aquele menino de Bagé, que carregava o violão nas costas, chegou até aqui, com essa indicação fora da música”, frisou. Ele comentou que a indicação partiu de um aluno do método que percebeu a importância do projeto e levou seu nome ao Mensa Brasil.

Candidatos
Além de Caminha, concorreram ao Prêmio Pier, Rosaly Lopes. A carioca, formada com louvor na Universidade de Londres. Ela trabalha no Jet Propulsion Laboratory, nos Estados Unidos. Astrofísica, especialista em geologia e vulcanologia alienígena, fez parte da equipe que descobriu 71 vulcões ativos na lua Io, de Júpiter, e da equipe da Missão Cassini, que enviou sonda para estudar as luas de Saturno. Sua pesquisa permitiu escolher os alvos para futuras missões em busca de vida biológica no nosso sistema solar.
Guilherme Moisés Sampaio, físico, mestre em ciência dos materiais, estudioso de nanotecnologia de materiais na área de magnetismo de sistemas, campo interdisciplinar que tem despertado grande interesse de pesquisadores nas últimas décadas, também integra a lista de indicados. Guilherme é o membro nº 1601 da Mensa (ingressou em agosto deste ano) e é autor do trabalho “Nanopartículas Magnéticas – Propriedades Físicas e suas Potenciais Aplicações Biomédicas”, que busca evidenciar aplicações diversas, como por exemplo na biomedicina no tratamento de doenças como o câncer, em técnicas de aumento de contraste em exames de imagem e em novas técnicas como magnetohipertermia.
Rodrigo Lopes Sauaia, cofundador e presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), cofundador e membro do conselho diretivo do Global Solar Council (GSC), e consultor estratégico para a área de energia solar fotovoltaica junto ao Greenpeace Brasil, foi outro indicado. Rodrigo é o membro nº 1043 da Mensa (ingressou em setembro de 2013). É doutor em engenharia e tecnologia de materiais, mestre em energias renováveis e graduado em química. Seu trabalho desenvolve ativamente o mercado de energia solar fotovoltaica, além de estabelecer uma relação benéfica da humanidade com seu ambiente.
Luiz Otto Faber Schmutzler (in memoriam), encerrou a lista de concorrentes. Ele foi engenheiro civil e trabalhou na Gessy Lever como gerente de Produção. De forma independente, inventou coisas curiosas. Dentre suas várias invenções, destacam-se uma churrasqueira que não produz fumaça, um sistema de proteção traseira de parachoque de caminhões (que fora doada ao governo brasileiro e posteriormente adotada pela GM e Mercedes), e um invento que utiliza de caixas de alumínio Longavida para forrar teto de casas populares.

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