ANO: 24 | Nº: 6159
05/12/2018 Luiz Coronel (Opinião)

Coração farroupilha


Ninguém doma a esperança,
liberdade não se encilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.

Olha a tropa de lanceiros,
pela noite adentro avança.
Sob a luz clara da lua
cada estrela é uma lança.

Vem na rubra cor dos lenços
brava aurora do porvir.
Na Primavera dos Povos
República de Piratini.

Pelos mares da Campanha,
pelas ondas da coxilha,
juntas de bois puxam barcos
da Esquadra Farroupilha.

Pois o Bento não se prende,
não se prende a ventania
nas fortalezas do Rio
nem nos Fortes da Bahia.

Doze homens contra um
não é guerra, é uma guerrilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.

São maçons e carbonários
e clérigos provinciais
Sopram do Rio da Prata
fortes ventos liberais.

Aos desmandos imperiais
os Farrapos não se humilham
Quando o sonho abre clareiras
o Rio Grande segue trilha.

Ó mulheres farroupilhas!
Ante o heroísmo e a desdita
são amantes, são guerreiras
Francisca, Isabel e Anita.

No pendão verde-amarelos
o carmim também cintila.
Tremula o azul do pampa
a Bandeira Farroupilha

Veio a Paz de Ponche Verde
em gesto nobre e altaneiro.
E o Rio Grande então se fez
Gaúcho, Farrapo e Brasileiro.

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