ANO: 24 | Nº: 6110
06/12/2018 Esportes

Estádio do Guarany não recebe lances em leilão

Foto: Tiago Rolim de Moura

Justiça levou estrutura à venda para quitação de dívidas do clube
Justiça levou estrutura à venda para quitação de dívidas do clube

Entre cerca de outros 50 bens, o Estádio Antônio Magalhães Rossell foi a leilão, pela segunda vez, na tarde de ontem. A negociação iniciou às 13h30min e se estendeu até por volta das 15h, na Justiça Federal de Bagé. Novamente, a exemplo do certame realizado em novembro, não houve interessados. O imóvel inclui salas e arquibancadas e o tamanho total do terreno é de 15.576 metros quadrados. A sala onde aconteceram as negociações estava lotada e representantes do clube estiveram presente na ocasião.

No primeiro leilão, que aconteceu em 22 de novembro, o lance mínimo exigido foi de R$ 2,5 milhões, o total da avaliação do local. Ontem, o lance mínimo foi de R$ 1.250.000,00. O estádio também é considerado patrimônio histórico e cultural.

Dívidas

O leilão é resultado de uma ação, movida pela União, para a cobrança de uma dívida do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O advogado do clube, Diego Segredo Blanco, explicou, quando o leilão foi divulgado, que existiriam dois processos diferentes de cobrança contra o clube. As dívidas cobradas, segundo ele, seriam do período entre janeiro de 1963 a abril de 1990, totalizando algo em torno de R$ 400 mil.

Tentativas

Antes do primeiro leilão, o departamento jurídico do Guarany solicitou o cancelamento do certame e ingressou com um recurso contra a ação. O argumento era que, no processo mais antigo, de 1982, não havia previsão de penhora, diferente do processo iniciado em 1996. Uma ação foi apensada à outra e, segundo o grupo de advogados que trabalhou no caso, o mais antigo deveria ser considerado como principal. Dessa forma, a venda do estádio estaria irregular. A Justiça, entretanto, indeferiu a solicitação e o leilão foi mantido.

Antes do certame realizado ontem, o departamento jurídico novamente solicitou o cancelamento. O argumento, dessa vez, foi a falta dos nomes dos trabalhadores no processo. Como explica Blanco, apenas o ano e o valor das dívidas constavam na ação. Entretanto, novamente, o pedido foi negado.

O futuro

Conforme Blanco, a continuação do processo dependerá do exequente — a União. É possível que seja feito o pedido para que o imóvel vá novamente a leilão. Se isso for solicitado, deve ser feita uma nova avaliação e o clube deverá ser intimado novamente. Contudo, o profissional esclarece que o Guarany terá recursos e tempo para questionar o certame. A União poderá, também, solicitar outras fontes de renda do clube, como parcelas em patrocínios, por exemplo.

Ele comenta que a diretoria, que deve ser renovada até 2019, vai analisar as possibilidades de parcelar a dívida, adequando os valores à realidade do clube. Paralelo a isso, ele comenta que o recurso contra a ação continua em andamento.

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