ANO: 25 | Nº: 6311
13/12/2018 Editorial

No caminho da preservação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Katowice, na Polônia, tem uma missão complicada, do ponto de vista político. Com a expectativa de avançar nas negociações para definir regras de implantação do Acordo de Paris, aprovado em 2015, e ameaçado, desde o ano passado, pela saída dos Estados Unidos, a COP24 abre perspectivas positivas para o Brasil. Principalmente em um contexto pautado por críticas de países desenvolvidos às metas de redução de emissões dos gases que provocam o efeito estufa, assumidas por 195 nações, há três anos.
O Brasil alcançou, em 2018, sua meta de redução de emissões de gases de efeito estufa estabelecida para 2020. A redução de 1,28 bilhão de toneladas de carbono em um ano foi cumprida com base nas ações do setor florestal. A representação do país na COP24 também anunciou, na terça-feira, 11, uma queda de 11% do desmatamento no bioma Cerrado e apresentou um levantamento de áreas em processo de recuperação. A partir da análise dos dados do TerraClass Amazônia, que avalia o uso das áreas que foram desmatadas até 2014, por exemplo, foi possível observar 9,4 milhões de hectares em processo de recuperação.
O País ainda pode avançar no campo da matriz energética, ampliando a participação de modais renováveis e apostando em novas soluções para reduzir os impactos gerados a partir da exploração de recursos abundantes, a exemplo do carvão. Esta revisão de pauta pode beneficiar a região, que tem potencial reconhecido para geração de energia eólica, solar e termoelétrica. Vilão, neste processo, aliás, o carvão pode ser utilizado para a produção de gás e fertilizantes, em sistemas mais ‘verdes’. Os dados apresentados na Polônia, referentes à redução das emissões do setor florestal comprovam, na prática, que é possível evoluir em curto espaço de tempo.

Deixe seu comentário abaixo

Outras edições

Carregando...