ANO: 25 | Nº: 6259

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
15/12/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Espiritismo e espiritualismo

Numa das primeiras colunas que foram apresentadas neste espaço, ainda no ano de 2012, trouxemos a distinção entre “espiritualismo” e “espiritismo”.
No entanto, diante dos acontecimentos oriundos do estado de Goiás e noticiados pela grande mídia nacional na última semana, se torna bem oportuno relembrar o que foi exposto naquela data, bem como a publicação, na íntegra, de nota da Federação Espírita Brasileira.
Nos dias de hoje, muitas pessoas, ainda por desconhecimento, confundem práticas espiritualistas, como as praticadas no estado de Goiás, por exemplo, com o Espiritismo.
Entidades espirituais e médiuns que recebem reverências particulares no Espiritualismo são apontadas, erroneamente, como atuantes na Doutrina Espírita, no entanto, a inexistência de concordância com suas ideias e necessidades acabam desconsideradas.
Dessa forma, segundo Allan Kardec1, a palavra Espiritualista, desde muito tempo, tem sua significação bem definida. “Espiritualista’, em conformidade com a Academia, é aquele ou aquela cuja doutrina é oposta ao materialismo. Assim, todas as religiões, necessariamente, estão baseadas no Espiritualismo, quem crê haver em nós outra coisa além da matéria, é espiritualista”.
Por outro lado, diremos que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível, sendo que é através da universalidade das manifestações dos Espíritos que vieram – e vêm – de todos os pontos do globo lançar suas ponderações sobre diversos ramos da filosofia, da metafísica, da psicologia e da moral.
Allan Kardec adotou as palavras “Espírita” e “Espiritismo”, porque exprimem, sem equívoco, as ideias relativas aos Espíritos, após constatada as veracidades, através da referida universalidade de suas manifestações.
Enfim, conforme Allan Kardec2 “todo espírita é, necessariamente, espiritualista, sem que todos os espiritualistas sejam espíritas. Fossem os Espíritos uma quimera e seria ainda útil existirem termos especiais para aquilo que lhes concerne, porque são necessárias palavras para as ideias falsas como para as ideias verdadeiras”.
Diante do exposto, para que não haja confusão entre o espiritismo e o espiritualismo e para que se conheça o caráter da verdadeira mediunidade, segundo Allan Kardec, vale reprisar, na íntegra a nota da Federação Espírita Brasileira publicada na última quinta-feira:
“Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: Dai de graça o que de graça recebestes’ (O evangelho segundo o Espiritismo, cap. 26).
O Espiritismo orienta que o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da pessoa assistida. Não recomenda, portanto, a atividade de médiuns que atuem em trabalho individual, por conta própria. Estes não estão vinculados ao Movimento Espírita, nem seguindo sua orientação.
A Federação Espírita Brasileira, junto ao Movimento Espírita, fundamentada na tríade Deus, Cristo e Caridade, pratica o bem, levando consolo e esclarecimento à humanidade.
‘Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela”. (Emmanuel, em Seara dos Médiuns, cap. 12, psicografado por Chico Xavier).

¹ KARDEC, Allan. O QUE É O ESPIRITISMO. IDE Editora: Araras/SP, p. 24.
² KARDEC, Allan. O QUE É O ESPIRITISMO. IDE Editora: Araras/SP, p. 24.

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