ANO: 25 | Nº: 6334

Observatório da Mídia

17/12/2018 Observatório da Mídia (PAUTA ESPECIAL - Curso de Jornalismo)

A luta pela igualdade no jornalismo

Por Cristiane Ramires

Que as mulheres enfrentam uma luta diária todos sabem, principalmente quando se fala em trabalho. Durante muito tempo, o mercado jornalístico foi um local exclusivamente masculino. A presença feminina dentro de uma redação era como telefonistas, faxineiras e também as que serviam café. A imprensa feminista surgiu no bojo da Revolução Francesa e se tornou porta-voz das ideias daquelas que atuavam pela emancipação feminina. Mas para driblar preconceitos e conquistar espaço nas redações, as mulheres usaram pseudônimos e inovaram na reportagem.

Antigamente, as mulheres faziam parte do sexo frágil, onde eram preparadas, desde pequenas, para assumir o papel de esposa, dona de casa e mãe. Aquelas que decidiam enfrentar a sociedade machista eram vistas com maus olhos. Uma boa parcela da sociedade ainda acredita na fragilidade das mulheres dentro de certas profissões.

Hoje, as mulheres estão em maior número dentro dos cursos de jornalismo e fazem parte de quase metade dos profissionais de imprensa da redação de jornal, televisão, rádio e internet. Estão presentes em todas as coberturas jornalísticas, sendo esporte, política, polícia e economia, mas também em assuntos leves, como cultura. Na média, ganham menos que os colegas do sexo masculino devido à maior presença deles em cargos de chefia, melhor remunerados. Trabalham o mesmo horário que os homens e, muitas vezes, conciliam com os filhos.

Atualmente, muitas fazem parte da redação de futebol, lugar que era feito só de homens. Talvez hoje recebam o respeito que é delas de direito, mesmo ainda não sendo suficiente. Mesmo com isso, ainda vemos muitas notícias de assédio a jornalistas enquanto fazem suas reportagens e também dentro do local de trabalho. O espaço que o jornalismo tem ainda não é igual para todos os gêneros, ainda existe desrespeito e machismo. Os cenários mudaram, mas o preconceito ainda é velho.

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