ANO: 25 | Nº: 6357
03/01/2019 Fogo cruzado

Bolsonaro pede apoio ao Congresso para “reerguer” o Brasil

Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados

Presidente prometeu que governo não vai gastar mais do que arrecadar
Presidente prometeu que governo não vai gastar mais do que arrecadar
Jair Bolsonaro, do PSL, tomou posse, na terça-feira, como o 38º presidente da República. Em seu primeiro discurso, prometeu responsabilidade fiscal, reformas econômicas e fim de políticas ideológicas, solicitando apoio dos parlamentares. “Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e reerguer a nossa pátria, libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”, disse.
Bolsonaro prometeu que o governo não gastará mais do que arrecadar. “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais à saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades”, disse. Ele disse ainda que, neste cenário, o setor agropecuário desempenhará papel estratégico em harmonia com políticas de meio ambiente. O presidente também falou em uma política de conciliação para uma sociedade sem divisão. “Vamos unir o povo; valorizar a família; respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã; combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil será livre das amarras ideológicas”, reforçou.

Temas polêmicos
O presidente defendeu temas polêmicos no primeiro discurso, com destaque para mudanças nas regras para a posse de armas. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legítima defesa”, pontuou.
Bolsonaro também fez menção ao projeto Escola Sem Partido, que acabou arquivado no final de 2018. “Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros que querem boas escolas capazes de criar os filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política”, enfatizou.

Déficit fiscal
As ações do governo Bolsonaro serão apresentadas hoje, quando será realizada a primeira reunião ministerial da nova gestão. A prioridade, de acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, será a redução da burocracia e do déficit fiscal. “O Brasil precisa encontrar o equilíbrio fiscal: combater o déficit primário, fazer a reforma da previdência e pensar numa mudança tributária. Sobre isso, foram aprofundados os estudos na transição e agora passamos à fase de maturação e decisão”, adiantou.

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