ANO: 26 | Nº: 6576
03/01/2019 Fogo cruzado

‘Vamos trabalhar pelo consenso estratégico’, garante Eduardo Leite

Foto: Vinicius Reis/Agência ALRS

Governador movimento no sentido convergir pelo bem comum
Governador movimento no sentido convergir pelo bem comum
Em sessão solene realizada na tarde de terça-feira, 1º, durante sessão de posse, o governador Eduardo Leite, do PSDB, ressaltou ter a clara noção ‘das dificuldades que estão pela frente’. “Vamos trabalhar pelo consenso estratégico, uma vez que temos muito em comum. A força dos gaúchos, de empreender, de crescer, está sendo desperdiçada há anos. Devemos recanalizar esta energia para crescer e construir um Estado para toda a sociedade”, pregou, acrescentando que as pautas devem ser de Estado, não individuais. "O Rio Grande é muito maior que as diferenças”, completou.
Para o novo governador, há uma mudança em andamento no mundo e ‘precisamos acompanhar a velocidade destas transformações’. “Cabe a nós, eleitos, no Estado e no País, determinarmos o ritmo dos acontecimentos”, frisou. Ainda de acordo com a avaliação do tucano, no novo cenário ‘devemos ter novos olhares para enfrentar estas mudanças e, se necessário, vamos ter que readaptar o modo de atuar’. “Vamos romper com os velhos modelos. Ou damos, de fato, posse ao novo futuro, ou ficaremos à mercê do passado”, advertiu Leite.
O governador disse, ainda, crer em uma nova equação política a ser consolidada no Estado, ‘a do bem comum que transforme e melhora a vida de todos. Esta nova forma deve ocupar o espaço da disputa estéril, que só desgasta’.

Convergência
O governador defende a ideia de não suprimir ou anular as diferenças, ‘mas sim convergir para o interesse comum. “A vitória deve ser sempre coletiva”, afirma. Ainda segundo Leite, sua eleição não é uma premiação, mas um contrato de compromissos assumidos. “Para o êxito, porém, todos devem estar irmanados em busca da união para que saiamos da crise”, disse, citando que o Estado tem dívidas que chegam aos R$ 100 bilhões.
O tucano garantiu, entretanto, que reformas de impacto serão colocadas em prática. “Não vamos ignorar a difícil realidade; vamos enfrentá-la”, reafirmou, destacando a atenção especialíssima a ser dada à educação, como forma de reerguer o Rio Grande do Sul. “E não vamos resolver a situação com discursos bonitos, mas com ações efetivas e reformas estruturantes”, assegurou.

Unidade
Leite agradeceu os votos de confiança dos gaúchos e pediu ‘unidade para enfrentar os problemas financeiros do Estado’. “Vamos suar a camisa e fazer o melhor que pudermos enquanto equipe e time, não temendo a realidade. E podendo honrar essa enorme expectativa que a sociedade coloca em nossos ombros para que, ao final desses quatro anos, possamos sair daqui com orgulho. Não estou aqui para receber elogios e aplausos, mas para construir a saída para o nosso Rio Grande. Vou buscar honrar o que dizia a nossa campanha: agora, um de nós é governador”, afirmou.

Máquina pública
Na primeira entrevista coletiva após a posse, Leite mencionou a reestruturação do governo e a redução de custos na máquina pública, anunciando, como primeiras medidas, as edições de decretos que preveem restrição de viagens, redução em contratos e diminuição de horas extras. Ele reforçou, ainda, que mantém a meta de colocar os salários em dia dentro do primeiro ano de governo.

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