ANO: 25 | Nº: 6259
08/01/2019 Cidade

Fábrica de azeite de oliva de Bagé inicia produção em fevereiro

Foto: Marcelo Rodriguez Barboza/ Especial JM

Maquinário foi adquirido em Santa Catarina
Maquinário foi adquirido em Santa Catarina

A primeira indústria de fabricação de azeite de oliva de Bagé recebeu, ontem, os equipamentos para dar início à sua produção. A montagem do maquinário, que foi adquirido de uma empresa catarinense, deve ser finalizada no final desta semana e a projeção é que, em fevereiro, inicie a extração.
A Azeites do Pampa Agroindústria Ltda. começou a ser pensada em 2015. O investimento, de cerca de R$ 2 milhões, é proveniente de nove sócios, que buscaram recursos públicos para a implantação. No início de 2016, foi projetada a forma de Associação e, em junho do mesmo ano, os produtores já haviam conseguido formar o grupo e reunir o valor necessário. O prédio que abriga o maquinário foi construído próximo ao Aeroporto Comandante Kraemer e o espaço possui cerca de 300 metros quadrados. Além da indústria, o local terá uma loja para a comercialização do azeite.
Conforme um dos sócios da empresa, Émerson Menezes, a indústria terá a capacidade de extração de 500 quilos por hora e um hectare de uma planta a partir de seis anos que produz em torno de cinco mil quilos. A capacidade de produção será de 120 hectares plantados por safra.
Segundo o engenheiro- agrônomo, este ano, o município terá a primeira extração oficial. Atualmente, Bagé conta com 180 hectares plantados. Ele ressalta que os produtores e sócios do empreendimento, Pedro Dirceu e Reginaldo Gasso, terão as primeiras colheitas de áreas plantadas há cinco anos. “Além da produção própria, estamos negociando com produtores da região para beneficiar o produto”, comenta.
Conforme o técnico regional da Emater, Edson Dornelles, o plantio de oliveiras está concentrado na Metade Sul e é um dos cultivos que mais crescem na região, juntamente com a noz-pecã. Ele explica que esses alimentos, além de compensarem economicamente, trazem benefícios à saúde. “O crescimento é de 30% ao ano”, enaltece.
Para outro sócio do empreendimento, Frederico Frazão, e sua esposa, Tânia, uma das vantagens da fábrica será a qualidade do azeite, visto que o tempo de colheita até chegar a extração será pequeno. “A fermentação da azeitona baixa a qualidade do produto e como a produção é na região o período de transporte será curto”, explica.
A primeira produção da fábrica está prevista para a segunda quinzena de fevereiro e a inauguração da fábrica está agendada para março. A empresa adquiriu tanques de estocagem, garrafas, máquina de extração, moega, lavagem e limpeza. A planta é toda automatizada e, inicialmente, os próprios sócios irão operar o maquinário. A geração de empregos será na safra, para a colheita do produto.

Beneficiamento
Nesta primeira safra, devem ser beneficiados em torno de 10 hectares, com uma média de 200 quilos por hectare, o que deve alcançar em torno de de 600 litros de azeite. A ideia é que daqui há cinco anos sejam extraídos cerca de três mil litros do produto.
Conforme Menezes, o projeto Olivais do Pampa, desenvolvido entre 2012 e 2015, foi o grande fomentador de empreendedores no setor. A partir da iniciativa, muitas pessoas se interessaram no cultivo. Hoje, a região tem uma área de 180 hectares plantados e a possibilidade de crescimento para cerca de 500, em três anos.
A obra da fábrica levou em torno de 15 meses para ser concluída e irá contar com setores de recepção, lavagem e limpeza, extração, depósito, envase e expedição, além de uma loja para a comercialização.

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