ANO: 25 | Nº: 6383
10/01/2019 Cidade

Docentes e técnicos da Urcamp participam de MBA em Educação Híbrida

Foto: Antônio Rocha

Braga ministrou a aula inaugural da especialização
Braga ministrou a aula inaugural da especialização

O presidente da Associação Internacional União das Américas (Uniamerica), da Atmã Educar, e diretor técnico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Ryon Braga, ministrou, na noite de terça-feira e na manhã de ontem, a aula inaugural do MBA de Educação Híbrida, Metodologias Ativas e Gestão da Aprendizagem para integrantes do corpo docente e técnicos administrativos da Urcamp. A atividade, em ambas as datas, foi realizada no Complexo Cultural do Museu Dom Diogo de Souza e contou com cerca de 180 presentes.
A reitora da Urcamp, Lia Maria Herzer Quintana, realizou a abertura da aula e salientou que a instituição de Ensino Superior resolveu adaptar os currículos com maior participação do aluno, possibilitando que o mesmo seja protagonista. Segundo Lia, foi realizada uma visita na Uniamerica e o grupo se encantou com o modelo de ensino. “Não é possível fazer nenhum movimento sem capacitar os professores. Estamos com a parceria da Uniamerica, que irá certificar os participantes”, comenta.
Conforme a pró-reitora de Ensino da Urcamp, Virgínia Dreux, a especialização tem como meta capacitar os professores no novo modelo de ensino adotado pela instituição, que é focado em aplicar atividades práticas em sala de aula, incentivando os alunos a acharem soluções para projetos reais. Ela ressalta que o MBA de Educação Híbrida, Metodologias Ativas e Gestão de Aprendizagem é uma pós-graduação lato sensu, no formato híbrido, com carga horária presencial de 144 horas e virtual de 306 horas. Além disso, o curso também conta com 60 horas para projetos.
O vice-reitor da Urcamp, Fábio Josende Paz, enfatiza que a capacitação atende ao atual momento da instituição, que está implantando um novo modelo de ensino em sua base curricular.

Abertura

No início da aula inaugural, o diretor da Atmã informou que a capacitação é uma proposta diferente para a Educação Superior, baseada em metodologias ativas onde na maior parte do tempo o aluno participa como protagonista e o professor é o mediador. “São formas do aluno participar mais na sala de aula e na construção do conhecimento”, destaca.

Braga salienta que a ciência já diz que o foco da atenção de alguém é de, no máximo, 20 minutos de explanação e, hoje em dia, na era da internet, o tempo diminui para cinco minutos. “Os alunos precisam de estímulos diferenciados para manter o foco”, afirma. Além disso, o uso da tecnologia também deve ser aliado na construção do ensino. “É um modelo híbrido em que se integra as atividades presenciais com as virtuais”, frisa.

O professor ressalta que a proposta de modelo de educação denominada aprendizagem evolutiva parte do princípio de que o modelo precisa ser híbrido. A parte conceitual pode ser construída pelo aluno através de vídeos, livros e outras tecnologias. “Ao professor, cabe aplicar o que o aluno estudou, discutindo casos e realizando práticas sobre o tema. Estuda a teoria em casa e aplica na sala de aula”, enfatiza.

Segundo o diretor técnico da ABMES, a especialização é toda baseada no modelo híbrido e em metodologias ativas para que os professores da Urcamp aprendam a utilizar o método. Ele explica que aula inaugural apresentou uma visão de conjunto de toda a especialização e, posteriormente, para os demais módulos, os participantes serão divididos em grupos menores. “Não tem como trabalhar metodologias ativas com 180 pessoas”, frisa.

Outro elemento importante da inovação destacado pelo diretor é o de levar o mundo real para a sala de aula. Braga comenta que, na metodologia, há mudança nos currículos, mudando o nome disciplinas para demandas da sociedade, e é totalmente contextualizado com a realidade que o aluno vive. “Ele vai estudar todos os conteúdos necessários para resolver essas demandas e entregar para a sociedade essas demandas resolvidas”, explica.

O diretor afirma que é importante inserir, no contexto, a formação de valores. Para ele, não é possível formar uma pessoa tecnicamente muito competente e depois ver no jornal que o ex-aluno está preso numa operação de crime de corrupção. “É frustrante para a universidade. A responsabilidade da instituição é trabalhar os elementos como ética e valores sociais resgatando os sonhos de dentro das pessoas”, observa.

O próximo módulo da especialização será realizado em fevereiro.

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