ANO: 26 | Nº: 6526
10/01/2019 Editorial

Folia tem que gerar retorno

É fato que o Carnaval é um patrimônio nacional. Há quem goste, quem pouco se importa e, ainda, quem tenha certa aversão. Isso, contudo, não impede que a folia esteja fixada no calendário oficial do País e, a seu modo, abra os olhares do mundo para o Brasil, no mínimo, uma vez a cada novo ano.
Na cultura popular, há quem diga que o ano, em solo tupiniquim, somente inicia após tal festa. E isso tem uma certa verdade, até porque um número significativo de pessoas se dedica, quase que exclusivamente, trabalhando para fazer com que a festa aconteça, seja na data que for. Mas um tópico, quase que obrigatoriamente, surge a cada edição: Quem paga a conta?
O Carnaval é um resgate de culturas que foram assimiladas pelas populações que, hoje, constituem o povo brasileiro. Portanto, é verdade que investimentos sejam aportados para exaltar quem construiu o Brasil no País que ele é hoje. Mas há, também, uma demanda que precisa ser equacionada, que é de que tudo precisa ser minuciosamente planejado e fiscalizado para que o valor aplicado não ultrapasse, pelo menos, a projeção de retorno ocasionado pelo turismo, para utilizar apenas um exemplo.
O Rio de Janeiro, palco de desfiles imponentes e que levam uma imagem específica ao mundo, ao longo dos anos, conseguiu aproveitar tal mercado e tornar o evento não apenas profissionalizado, mas rentável de uma maneira expressiva. O investimento é gigantesco, mas, ao que se aponta, traz um retorno tão importante para a cidade que mesmo que o investimento público, quando acontece, meio que se justifica.
O caso é que nem todos os recantos são iguais e tampouco similares ao Rio. Mas, para que tais festividades tenham êxito, será necessário se vislumbrar um cenário próximo, proporcionalmente falando, claro. Até lá, ao menos utilizando Bagé como exemplo, os desfiles ficarão, como são, sempre dependentes da situação econômica da prefeitura, que, este ano, não poderá contribuir com a folia. Vale, no mínimo, uma reflexão e, quem sabe, empenho para mudar tal realidade.

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