ANO: 26 | Nº: 6495
17/01/2019 Editorial

Trote: não tem explicação

É difícil imaginar o que leva um cidadão qualquer a, literalmente, destinar parte do seu tempo – que sabidamente é precioso – para aplicar trotes. Ainda mais para um serviço destinado a, basicamente, salvar vidas, como é o caso do Samu. Pois esta questão sempre foi motivo de problema, não somente em Bagé.
Como relata publicação desta edição, que relembra a criação de uma lei municipal destinada a punir quem efetuasse tais atos, nem mesmo a multa no bolso tem inibido, ao menos não com a ênfase desejada, que novos trotes ocorram. Aliás, o comparativo dos casos de 2017 e 2018 mostra uma proximidade visível: queda de apenas 3,5%, aproximadamente. Bem diferente, diga-se, do constatado entre 2016 e 2017, quando beirou os 20%.
O fato é que, com redução ou não, é simplesmente inaceitável que os números constatados, em tais proporções, continuem a ocorrer. Mais de sete mil chamadas sem sentido algum, apenas destinadas a impedir, sim, que casos de urgência pudessem ser viabilizados, se necessário. Claro, na teoria, tal prática, por assim dizer, não deve ser desenvolvida por cidadãos bens instruídos. Não. Deve, como dizem alguns mais experientes, "coisa de guri". Mesmo assim, é preciso acabar com tal prática.
Se as multas geraram resultados, ou não, está mais que na hora que dentro de cada residência o assunto seja colocado às claras. E não para ameaçar por tal prática. Mas para evidenciar os prejuízos causados por esta ação. Não há benefício algum, somente riscos. E graves. Quem sabe, este cenário mude. Tomara, até porque não tem explicação.

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