ANO: 25 | Nº: 6401
21/01/2019 Editorial

Por uma participação efetiva nas decisões

O Ministério de Minas e Energia deu um passo importante no sentido da definição de um cronograma de atuação em conjunto com os representantes dos setores de energia e mineração. Na semana passada, o ministro Bento Albuquerque recebeu presidentes de empresas do setor e, a partir desta semana, a equipe da pasta realiza uma série de reuniões com representações de entidades da área para apresentar as propostas de ações que nortearão as novas atividades de governo em curto, médio e longo prazos. A estratégia, anunciada por meio de nota, abre uma agenda importante para a região, associada diretamente à perspectiva do desenvolvimento econômico.
As reuniões prometem ter uma finalidade, servindo para a apresentação de ações sobre as quais o ministério deve concentrar esforços nos 100 primeiros dias do governo, mas também podem abrir brechas para a apresentação de demandas do setor. A estrategia da pasta já está em discussão com a Casa Civil, em um debate que inclui propostas em fase de consolidação. Para a região, a discussão envolve o futuro da geração termoelétrica e da mineração de carvão, cruciais para Candiota. O governo, aliás, ainda não demarcou posição muito clara sobre o planejamento para esta área. E o que se espera é a disponibilidade para o debate.
Estudos de apoio para elaboração do Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), divulgados pelo próprio ministério, no ano passado, destacam o potencial para a construção de novas usinas em Candiota. Não existe uma definição sobre estas avaliações. O que está claro, por enquanto, é a intenção de levar adiante a proposta de privatização da Eletrobras e de avançar no processo de cessão dos direitos minerários de títulos de carvão em Candiota. A expectativa é de que as nova agendas permitam, de fato, uma participação efetiva nas decisões estratégicas. O carvão, hoje utilizado quase que exclusivamente para a geração de energia, pode ser explorado em outras cadeias, inclusive, com impactos ambientais bem inferiores. O que falta é vontade política.

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