ANO: 25 | Nº: 6381
22/01/2019 Editorial

Fé política

Acreditar em um mundo melhor, independentemente do panorama atual. Esta aspiração, por vezes, acompanha cada cidadão que tenha, no mínimo, um pingo de entendimento de crescimento e bem-estar coletivo. Aliás, tal norte de pensamento estimulou, ao longo do tempo, o surgimento da fé religiosa, seja ela de qual vertente for.
A história, para quem fizer uma breve consulta, em alguns poucos livros que seja, mostra que sempre houve uma espécie de apreço pelo desconhecido, em especial quando este ambiente, ou mesmo personalidade, dava perspectivas de um mundo mais justo, ideal. Isso, com o tempo, ocupou espaço no setor político.
Apuração da coluna Fogo Cruzado, desta edição, aponta dados que, em parte, apresentam que esta tal fé política está, de seu modo, presente até os dias atuais. Não é uma análise sobre a presença de representantes religiosos, mesmo que esta seja outra realidade, mas um levantamento que detecta uma expressiva participação de cidadãos no mundo político regional, por meio de filiados.
Somente em Bagé, cidade com cerca de 120 mil habitantes, segundo o censo mais recente, são mais de 18,5 mil filiados. Um apanhado, diga-se de passagem, que constata elevação no comparativo com o ano anterior. Isto é, sem dúvida, um atestado de que mesmo diante de apontamentos quase que diários de corrupção no País interior, ainda há pessoas que confiam que a participação ativa pode render resultados práticos em prol da comunidade. Pelo menos é isso que se espera.

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