ANO: 26 | Nº: 6542
23/01/2019 Cidade

Bagé registra redução no número de emissão de habilitações A, C e D

Foto: Melissa Louçan/Especial JM

Carteiras profissionais foram as que mais diminuiram
Carteiras profissionais foram as que mais diminuiram

Dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran /RS) revelam que, apesar do aumento geral do número de habilitações no Estado, Bagé registrou queda nos números relativos às carteiras das modalidades A, para motos, além de C, para caminhões, e D, para ônibus.
Enquanto em 2017 foram registradas 2.101 novas habilitações para a categoria A (veículos automotores e elétricos, de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral), em 2018 foram 2.095 casos. Outra categoria que apresentou baixa foi a C, que incluí veículos automotores e elétricos utilizados em transporte de carga, cujo peso bruto total exceda a 3,5 toneladas, tratores, máquinas agrícolas e de movimentação de cargas, motor-casa, combinação de veículos em que a unidade é acoplada, reboque, semirreboque ou articulada, não exceda a seis toneladas e todos os veículos abrangidos pela categoria B. Em 2017, havia 1.328 motoristas habilitados na cidade, e, no ano passado, o volume caiu para 1.189 habilitações.
Outra categoria profissional, a D, que permite a direção de veículos automotores e elétricos utilizados no transporte de passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares e, todos os veículos abrangidos nas categorias B e C, também apresentou queda. Em 2017, havia 1.196 carteiras na categoria D, enquanto no ano passado esse número baixou para 1.170 cadastros.
Em contrapartida, houve um crescimento considerável nas categorias AB, de 11.462 em 2017 para 11.959 no ano passado. A categoria B registrou elevação de 25.656 para 26.378 e a AC, que subiu de 732 para 755 habilitações.
De acordo com o diretor do Centro de Formação de Condutores de Bagé (CFC- Cebal), Ivonei Farezin, a diminuição nas categorias de veículos pesados se deve pela exigência do exame toxicológico efetivado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), através da lei federal 13.103/2015. De acordo com o diretor, a norma obriga a realização do teste para aqueles que já são habilitados ou que estão interessados em mudar ou acrescentar uma nova categoria, independente de exercerem atividade remunerada ou não.
Conforme Farezin, os exames toxicológicos podem ser coletados por laboratórios no município, mas são encaminhados para os cinco laboratórios no País, que são credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “É uma etapa a mais e as pessoas acabam migrando para a categoria B. Muitos já estão aposentados e não necessitam da carteira profissional”, comenta.
Conhecido como teste do cabelo, o exame, de larga janela de detecção, é capaz de identificar, a partir de amostras de cabelo ou unha, o uso de diversos tipos de drogas até 90 dias antes da data da análise. A reprovação no teste tem como consequência a suspensão do direito de dirigir por três meses.

 

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