ANO: 25 | Nº: 6256

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
26/01/2019 José Artur Maruri (Opinião)

Sempre amor

Através de 22 emissoras de televisão, sob o comando da TV Tupi de São Paulo, o programa Flávio Cavalcanti apresentou, ao vivo, uma entrevista com o querido médium Francisco Cândido Xavier, em 14 de julho de 1974, qual apresentamos, agora, um trecho:
Flávio Cavalcanti – Márcia de Windsor, a sua pergunta.
Márcia Windsor – Eu faço apenas uma pergunta, servindo de portadora da mesma. Uma senhora perdeu um filho há um ano e durante esse ano inteiro essa senhora tem chorado, tem penado dores incríveis, numa inconformação absoluta por essa perda. Ela, muito aflita, me pede que lhe pergunte se essas lágrimas, se toda essa dor, esse sofrimento podem prejudicar, de algum modo seu filho.
Chico Xavier – Em outros casos semelhantes, temos recebido o esclarecimento de que essa dor, essa dor estranha na alma inconformada daqueles que ficam, prejudica muito e às vezes, de maneira intensa, aos corações amados que nos precedem na Vida Espiritual. Serão tão bom que essa mãe generosa pudesse entregar o filhinho a Deus, de quem ela recebeu esse mesmo filho, a fim de protegê-lo e orientá-lo neste mundo! E estamos certos de que ela procurando reencontrá-lo entre tantas outras crianças que aí estão necessitadas, rapazes mesmo que precisam de benfeitores paternais e maternais, essa abençoada mãezinha estará extinguindo a dor dela no caminho desse filho, que deve, naturalmente, se afligir.
Peçamos a Deus para que ela tenha bastante serenidade e que, na condição de mãe, na grandeza maternal de todas as mães, ela possa continuar auxiliando e abençoando o filho que partiu no rumo da Vida Maior.
Flávio Cavalcanti – Muito obrigado. Agora o senhor não há de estranhar as folhas nem o lápis, porque sei que só mesmo o senhor poderá resolver, tomada a resolução, porque o senhor me falou do meio ambiente, me disse das necessidades psíquicas, psicológicas... eu gostaria de pedir ao senhor, que é amigo do Erion e amigo de todos nós, que, se possível for, psicografe uma mensagem para os doentes, os detentos, para a Penitenciária do Estado da Guanabara, para os estimados Velhinhos da Casa de São Luiz, da minha querida Dra Rute Ferreira de Almeida, enfim, para todas as pessoas que sofrem.
Chico Xavier – Podemos ouvir um pouco de música?
Flávio Cavalcanti – Perfeitamente. Atenção por favor, ele precisa de música e de silêncio no ambiente.
(Há uma longa pausa, enquanto Chico psicografa, concentrado, várias folhas de papel enquanto se fazem ouvir os sons arpejados de um prelúdio).
Flávio Cavalcanti – A mensagem já está pronta e o Espírito pediu que o próprio médium leia a mensagem já que não deve caber a outra pessoa essa missão.
Nesse ponto da entrevista, Chico Xavier se levanta e faz em voz alta, a leitura da página psicografada:
"SEMPRE AMOR
Se a provação te alcança,
Contempla a Natureza, alma querida e boa
E encontrarás, na Terra, em toda parte,
O lar de luz que nos aperfeiçoa.

Dores? Dizes que as dores lembram trevas
Compelindo-te o sonho a persistir de rastros...
Fita o império da noite desvendando
A floresta dos astros.

Renúncia? Há quem afirme que a renúncia
É carga improdutiva para o amor...
Olha o brilhante arrebatado à pedra,
Esbanjando esplendor.

Sofrimento? Assevera a rebeldia
Que todo sofrimento é processo infecundo,
Mas a fonte filtrada entre os punhais da rocha
Acrescenta o conforto e a beleza do mundo.

Crises? Lembra o fragor da tempestade...
O campo grita ao furacão violento...
Depois, o chão se alimpa e o sol espalha
Mais ouro e mais azul no firmamento.

Sacrifício? Medita sobre o tronco
A tombar sem apoio a que se arrime...
Depois, fez-se violino entre mãos hábeis
Interpretando a música sublime.

Morte? Se crês que a morte é o fim de tudo,
Qual abismo escavando abismos agressores,
Fita a semente nua a renascer do solo
Para ser planta nova e esmaltar-se de flores...

Escuta, alma querida! A vida é sempre amor
Do mais nobre caminho aos mais plebeus
E a presença da dor, em qualquer parte,
É uma bênção de Deus.

Maria Dolores"

José Artur M. Maruri dos Santos
Trabalhador da União Espírita Bajeense - Caminho da Luz
bagespirita.blogspot.com
josearturmaruri@hotmail.com

 

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