ANO: 25 | Nº: 6306
01/02/2019 Fogo cruzado

Mainardi vai focar mandato na coordenação da bancada e na ‘Plataforma Bagé’

Foto: Jéssica Pacheco/EspecialJM

Petista concedeu entrevista exclusiva ao Minuano
Petista concedeu entrevista exclusiva ao Minuano
O deputado estadual Luiz Fernando Mainardi assumiu o terceiro mandato no parlamento gaúcho, ontem, mantendo a liderança do PT na Assembleia. O parlamentar adianta que a coordenação da bancada, uma das maiores da Casa, será uma das prioridades na nova legislatura. A denominada ‘Plataforma Bagé’, que deve reunir temas estratégicos para a cidade, também estará entre as pautas prioritárias do petista.
Natural de Sobradinho, Maninardi foi prefeito de Bagé por dois mandatos. No início de seu primeiro mandato como deputado estadual, em 2011, assumiu o comando da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, no governo de Tarso Genro, do PT. Em 2015, voltou ao parlamento gaúcho, atuando na oposição ao governo de José Ivo Sartori, do MDB. Na atual legislatura, também deve manter atuação na oposição.
“As urnas nos colocaram nesta posição. Isso não significa que não temos que dialogar. Somos oposição ao governo do PSDB, com este programa, mas não à sociedade gaúcha. Acho que é este tipo de comportamento que as pessoas esperam, o de uma oposição responsável e propositiva, mas que não se dobra ou subverte seus princípios a pequenos ganhos individuais”, adianta.
Mainardi não poupa críticas à gestão emedebista, reforçando que o governo ‘fez a opção de não pagar em dia os salários’. “Congelou os salários por quatro anos. Fez com que, ao invés de pedir recuperação das perdas com a inflação, a reivindicação acabasse sendo por receber em dia. Um governo que fechou fundações e que ficou sem os meios para promover cultura e fazer pesquisa, desenvolver ciência e tecnologia. Acho que teremos um momento diferente.  O próprio governador (Eduardo Leite) já se reuniu duas vezes com a maior bancada de oposição, que é o PT. Está disposto ao diálogo”, observa, ao reforçar que o partido se mantém na oposição. “Debatemos os temas a exaustão e, uma vez tomada a decisão, votamos de forma uniforme”, destaca.

Prioridades
“Assumo a responsabilidade de ser o líder da bancada do PT, que é a maior bancada da Assembleia, ao lado da bancada do MDB (com oito deputados cada), e a maior de oposição. Minha responsabilidade maior é coordenar esta bancada, em oposição ao governo”, adianta Mainardi.
O petista adianta, porém, que as pautas regionais, que envolvem a fronteira, devem assumir lugar de destaque na atuação parlamentar, ao lado da coordenação da bancada. “Meu mandato também tem um corte de classe, por que tenho posição muito firme na defesa dos trabalhadores”, complementa.

Olhar regional
Através da ‘Plataforma Bagé’, o petista pretende trabalhar um conjunto de propostas estruturais, fundamentais para a cidade, e que passam pela Assembleia. “Quero fazer, sem dúvida, o debate sobre a barragem (da Arvorezinha). Fiz a minha parte. Desafio qualquer um para debater desde o princípio, por que não se fez uma barragem antes. É um tema que precisa estar presente na agenda”, exemplifica.
Os impactos provocados pela utilização do herbicida 2,4-D, na região, devem ser debatidos pelo deputado no parlamento. “Temos que tratar desse assunto. Não estou dizendo que tem que ser radicalizado, mas precisamos de uma solução. É inaceitável o que está acontecendo. Alguém tem que pagar pelo prejuízo de outros. Tem que ter responsabilidade”, avalia.
O projeto que pode viabilizar a retomada da mineração em Minas do Camaquã também integra a agenda do petista. Mainardi deve retomar a proposta que reconhece como de relevante interesse cultural, histórico e ambiental do Estado do Rio Grande do Sul, o Rio Camaquã. “Temos que criar as condições para que a defesa do Pampa se dê de forma permanente e integrada”, justifica.

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