ANO: 25 | Nº: 6360
04/02/2019 Segurança

Bagé se despede de dois fotógrafos que fizeram história

Foto: Reprodução JM

Bagé perdeu, no final de semana, dois fotógrafos que fizeram história na profissão. Edson Castêncio, 63 anos, conhecido como Paparazzi Gaúcho, morreu na noite de sábado. O ex-fotógrafo do Jornal MINUANO, Lauro Volmer Correa, 79 anos, faleceu na madrugada de domingo.

O sorriso da presidente
Castêncio ficou conhecido em todo Brasil por sua trajetória como repórter fotográfico e pelos registros fotográficos da ex-presidente Dilma Rousseff, saiu da Rainha da Fronteira para tentar a vida em Porto Alegre, e, após ter sido flanelinha, construiu uma carreira sólida na fotografia.
Em entrevista concedida à TV Câmara, Castêncio contou toda sua história de vida. Ele nasceu em Bagé, em 1955, morou em Candiota durante a juventude e, ainda na adolescência, foi morar em Porto Alegre. Na capital, ele trabalhou como “flanelinha” próximo ao Hospital Mãe de Deus e também em outra rua central, foi contratado pelo então deputado estadual Carlos Araújo, que na época fazia companhia para sua mãe, que estava internada no Mãe de Deus, e resolveu auxiliar o jovem que ele chamava de ‘Sorriso’.
Araújo, que era casado com a ex-presidente Dilma, na época, foi quem auxiliou o fotógrafo bajeense, apelidado, mais tarde, por um repórter da Zero Hora, como Paparazzi Gaúcho, após fazer uma foto histórica, de um debate entre o ex-governador Alceu Collares e o deputado que o havia contratado.
Castêncio, após alguns anos trabalhando com diversos políticos, fez outra fotografia histórica, na posse da ex-presidente, que foi divulgada em diversas revista e jornais do País e até mesmo no exterior. Ele trabalhou durante muito tempo em Brasília. Em 2011, sua trajetória foi retratada em uma reportagem da revista IstoÉ, sob o título ‘Sorriso da presidente’. O fotógrafo havia retornado para Bagé, em 2018, para fazer tratamento de saúde, pois sofria de diabetes.
O fotógrafo deixa duas filhas, uma de 17 anos e outra de 22. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem, no Cemitério José de Arimatéia.

Trajetória histórica
‘Seu Lauro’, como era conhecido por ex-alunos da Comunicação Social da Urcamp, começou seu trabalho em fotografia na antiga Loja Krentel, que era revendedora dos produtos da Kodac e materiais fotográficos. Após, Lauro Côrrea foi trabalhar no extinto Jornal Correio do Sul, onde ingressou em 1964 e atuou até o final da década de 1990, passando a desenvolver atividades no laboratório de fotografia do curso de Comunicação Social. Quando o Jornal MINUANO foi fundado, Lauro Corrêa foi durante anos o repórter fotográfico.
As filhas de Corrêa, Laura Helena e Vânia Léa (jornalista e também fotógrafa) relatam que ele fez diversas fotos marcantes, como uma aérea em que está até o momento no Centro Administrativo da Prefeitura de Bagé. Ele era colaborador de inúmeros acervos fotográficos e tinha milhares de fotografias de toda a cidade. “Eu limpei negativos de 1981 até 2011. Muitas fotografias de diversos locais de Bagé”, conta Laura Helena.
Era apaixonado pelo Guarany e pelo Brasil de Pelotas. Publicou fotos em diversos jornais. Fazia fotografias para o Jornal Correio do Povo. Também fez fotografias para o El País e outros grandes jornais nacionais e internacionais. Em 1982, Corrêa registrou a visita do ator Omar Sharif, conhecido por filmes como "Doutor Jivago" e "Lawrence da Arábia", em um haras, em Bagé.
O fotógrafo deixa três filhos, Laura Helena, Sílvio Renato e Vânia Léa. Era casado com Heloísa Helena Jardim Corrêa. Seu Lauro foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé.

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