ANO: 25 | Nº: 6312

Divaldo Lara

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Prefeito de Bagé
04/02/2019 Divaldo Lara (Opinião)

Bloco cirúrgico no Hospital Universitário

Após uma sequência de conquistas, chegou a vez de lutar pela reabertura do bloco cirúrgico do Hospital Universitário (HU). Na última terça-feira, estivemos em reunião com a Secretaria de Saúde do Estado para tratar sobre o tema, incluindo a meta na renovação de contratualização com o governo do Estado. A documentação está sendo providenciada e deve ser assinada nos próximos dias. A conquista permitirá a realização de cirurgias eletivas, aquelas que podem  ser agendadas previamente.
Do início do nosso governo, quando o hospital estava praticamente fechado, quanta diferença até agora. O HU que serve, não apenas a Bagé, mas a toda nossa região, estava encerrando suas atividades devido às dificuldades financeiras e, até então, sem auxílio do poder público. Era preciso aplicar medidas rápidas e eficientes.
Logo nos primeiros dias de 2017, quando assumimos, abriu-se a possibilidade do município comprar serviços do Hospital, através de contratualização com o Estado e desta forma, unir duas boas características: oferecer à comunidade mais qualidade em serviços de saúde e garantir a reabertura do hospital. O bloco cirúrgico já estava lá, dentre os itens, listados como metas de progresso para a saúde dos nossos bajeenses.
Como um paciente em recuperação, o progresso do hospital foi gradativo, iniciando pelos serviços de urgência e colocando em funcionamento o tão sonhado tomógrafo, que ficou sete anos encaixotado em um depósito pela falta de construção de uma sala especial. Lembro da minha preocupação enquanto vereador e que, durante o ano em que estive na presidência do Legislativo, chegamos a destinar o valor de devolução de recursos para a prefeitura, solicitando que fosse utilizado para esta finalidade. O Executivo da época priorizou outras questões e a sala não foi construída.
O aparelho quase perdeu garantia, inclusive para sua instalação inicial. Para quem não conhece a importância, esse é o aparelho que detecta graves doenças com precisão, como o câncer, muitas vezes, em estágio inicial, o que tem salvado vidas desde o início de sua operação. De lá para cá, como resultado, zeramos a fila de tomografia, o que é considerado um sonho para a maioria dos municípios.
Sobre esses avanços, destaco o empenho constante da reitora da Urcamp, Lia Herzer Quintana; dos diretores do Hospital, Henry Ritta e Rafael Ribeiro; do nosso secretário Mário Mena e suas equipes, incansáveis nas tratativas, motivados na busca por constantes melhorias e sempre emocionados ao garantirmos cada uma das conquistas nestes dois anos.
Neste período, também zeramos a fila de ecografias, abriu-se uma nova ala com 39 novos leitos e, agora, com a renovação de contrato com o Estado, a possibilidade de reabertura do bloco cirúrgico.
Esse progresso representa um grande avanço, pois trata-se de um socorro local, próximo aos bajeenses, em que parte dos pacientes não precisará se deslocar a outros municípios para realizar os procedimentos.
Falando em deslocamento, nossa Bagé também é pioneira nesta questão, pois somos o único município a abrir uma casa de hospedagem para pacientes que estejam em tratamento em Porto Alegre, além da renovação da frota para esse transporte com 22 novos veículos, incluindo um ônibus adaptado, vans e uma ambulância nova.
A abertura do bloco cirúrgico, que pode ocorrer em até 30 dias após a assinatura do contrato, é a representação de que, quando o poder público se une com a comunidade e com as instituições, os resultados são de melhorias constantes. É o caso do Hospital Universitário, hoje revigorado e que encontra no nosso governo um parceiro para garantir qualidade no tratamento da saúde dos bajeenses.

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