ANO: 25 | Nº: 6212
05/02/2019 Campo e Negócios

Colheita da oliva avança no Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação

Produção de azeite é projetada para este ano na Rainha da Fronteira
Produção de azeite é projetada para este ano na Rainha da Fronteira

A produção de azeite este ano no Brasil poderá chegar a mais de 160 mil litros, sendo a maior já obtida no País. Em 2018, o número chegou a 150 mil litros de óleo, 42% a mais que em 2017. No Rio Grande do Sul, maior produtor do Brasil, a área cultivada de oliveiras cresceu 30% no ano passado, chegando a aproximadamente 3.464 hectares em todo o Estado, conforme dados da Secretaria de Agricultura do RS.
Um dos polos de produção de azeitonas para extração de azeite extravirgem, Cachoeira do Sul dará início à colheita da fruta. Responsável pelo primeiro azeite de oliva extravirgem produzido em escala comercial no Brasil, a Olivas do Sul será responsável por uma boa parte da produção gaúcha. A expectativa é que sejam colhidas nos pomares da propriedade até 160 toneladas de azeitonas em aproximadamente 16 hectares. A agroindústria ampliou em 300% a produção de azeite no ano passado e espera crescer ainda mais neste ano com a entrada em produção de outros pomares, em Encruzilhada do Sul.
Para comemorar o desempenho dos pomares, a Olivas do Sul resolveu estender ao público em geral a sua Abertura da Colheita das Azeitonas, num evento que acontece no próximo dia 9 de fevereiro, nos pomares da agroindústria, em Cachoeira do Sul. "Através de colaborações científicas e experiências com o cultivo desde 2006, a Olivas do Sul desenvolveu técnicas especialmente adaptadas ao tipo de solo e clima do RS. Queremos compartilhar com o produtor e todos aqueles interessados pela cultura que é possível, sim, fazer uma boa colheita da fruta, praticamente, sem alternância de produtividade", comenta o fruticultor e proprietário da Olivas do Sul, José Alberto Aued.

 

Em Bagé: expectativa
Na Rainha da Fronteira, há uma expectativa, ainda este mês, pelo início da produção da primeira indústria de fabricação de azeite de oliva: a Azeites do Pampa Agroindústria Ltda. Idealizado em 2015, o projeto recebeu cerca de R$ 2 milhões em investimentos e a projeção é que, agora em fevereiro, a estrutura comece a produzir.
O prédio que abriga o maquinário foi construído próximo ao Aeroporto Comandante Kraemer e o espaço possui cerca de 300 metros quadrados. Além da indústria, o local terá uma loja para a comercialização do azeite. Conforme um dos sócios da empresa, Émerson Menezes, em recente entrevista ao MINUANO, a indústria terá a capacidade de extração de 500 quilos por hora e um hectare de uma planta a partir de seis anos que produz em torno de cinco mil quilos. A capacidade de produção será de 120 hectares plantados por safra. Nesta primeira, devem ser beneficiados em torno de 10 hectares, com uma média de 200 quilos por hectare, o que deve alcançar em torno de de 600 litros de azeite. A ideia é que daqui há cinco anos sejam extraídos cerca de três mil litros do produto.
Menezes salienta que a colheita da azeitona, em Bagé, deve ter início em cerca de 15 dias e não será realizado nenhum evento para dar início aos trabalhos da indústria. "As azeitonas ainda estão verdes", resumiu.

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