ANO: 25 | Nº: 6208
06/02/2019 Editorial

Indo até o problema


Gerir uma coletividade, administrando recursos, sejam receitas ou despesas, por mais que possa, por ventura, trazer algum louro, por assim dizer, carrega, consigo, uma necessidade de ter capacidade, ou, pelo menos, disposição, em buscar soluções para os mais variados problemas. E isto, é fato, não é fácil.
Muitas vezes, as micro demandas se acumulam em tal proporção que acabam, por uma questão quantitativa, se sobrepondo à questão macro, mesmo as que contam com a concordância de uma unanimidade. Não é algo específico de uma comunidade, mas uma constatação que serve para qualquer local, seja no Brasil ou fora dele.
Nestes cenários, como forma de demonstrar interesse em atender anseios, é preciso criatividade. Não basta criar uma ouvidoria e esperar que as demandas mais urgentes surjam com sua devida naturalidade. Muito pelo contrário, é preciso proatividade. E ações in loco, ocasionalmente, podem aparecer como medidas com melhor eficiência.
Em Bagé, o denominado Meu Bairro Melhor pode ser classificado como uma iniciativa alternativa aos canais comuns de comunicação entre gestão e comunidade. Pelo simples fato de, muito além de destinar atenção redobrada a uma região específica, levando máquinas e trabalhadores para sanar tópicos estruturais, garantir uma oportunidade que os moradores mais distantes do centro exponham suas demandas a quem comanda a cidade.
Ir até o problema é uma medida positiva para os dois lados. Seja para que gere, assim como para quem necessita ser ouvido. Claro que, para ser expressivamente significativa, o retorno deve ser em igual proporção às demandas apresentadas. A ação desencadeada, que, aliás, será retomada esta semana, no bairro Ivone, é um pontapé inicial para a resolução do que quer o bajeense. Mais efetivo, ainda, será a partir do momento em que as respostas forem dadas conforme o esperado.

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