ANO: 25 | Nº: 6334
08/02/2019 Universo Pet

Hipotireoidismo e diabetes: entenda como estas doenças podem acometer o seu pet

Foto: Reprodução JM

CAPA
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Você sabia que o seu pet pode ser acometido por doenças referentes ao sistema endócrino? Segundo a médica veterinária Regina Pereira Reiniger, também coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Urcamp, em Bagé, as duas mais comuns em cães são o hipotireoidismo e a diabetes mellitus. Para entender melhor, vamos falar das duas, mas de forma separada.

Hipotireoidismo

Neste caso, a glândula afetada é a tireoide, que é responsável por várias funções essenciais no organismo, como manter o metabolismo, estimular o consumo de oxigênio celular, promover a absorção de carboidratos pelo intestino e regular o metabolismo lipídico. Além disso, é essencial para o crescimento e desenvolvimento normal e influencia no ciclo de crescimento dos pelos. Geralmente, pode acometer animais adultos jovens e até mesmo se manifestar na fase geriátrica.

"Os sintomas são variados, mas o tutor pode começar a notar que o seu cão come a mesma quantidade de uma mesma ração e está começando a ganhar peso, não quer brincar ou passar, sente muito frio, mesmo em dias muito quentes, podendo ficar letárgico", explica a médica veterinária. Ainda, segundo ela, esses sinais podem ser acompanhados de alguns problemas de pele, que foram tratados e não responderam ao tratamento.

Regina recomenda que, caso note algum tipo de sintoma semelhante, o tutor deve procurar um médico veterinário para que seja feito um diagnóstico, através do histórico, e de exames físico e de sangue. "Essa enfermidade tem cura. O tratamento é prolongado, mas o retorno das atividades normais vai aparecendo gradualmente, notando-se melhora já nas primeiras semanas de tratamento", destaca a Reiniger. Ainda, em casos em que houver lesões dermatológicas, estas são as mais lentas na remissão dos sintomas.

Diabetes mellitus

Esta doença está relacionada à utilização da glicose pelas células. O hormônio responsável pelo controle dessa utilização é a insulina, secretada pelo pâncreas. Quando ocorre um desequilíbrio, a enfermidade se manifesta. Ela pode acometer cães e gatos, geralmente de meia idade. "A incidência desta doença vem aumentando muito na clínica de pequenos animais nas últimas décadas e é uma das preocupações quando se identifica obesidade nos animais", destaca Regina.

O aumento na incidência desta patologia endócrina pode estar associado à obesidade e também ao mau uso de práticas nutricionais. Ao menos em gatos, a obesidade é o principal fator na etiologia da resistência à insulina. Porém, ainda não foi comprovado que a obesidade em cães possa progredir à diabetes mellitus. "Apesar disso, está claro que essa condição determina profundas mudanças na disponibilidade de glicose e secreção de insulina", indica a médica veterinária.

Os sintomas que podem chamar a atenção do tutor são, por exemplo, o aumento excessivo da ingestão de água e comida, além do aumento da quantidade de urina e emagrecimento. "O tutor começa a notar esse contrassenso, porque o animal está sempre com muita fome, mas está emagrecendo, ou o animal era extremamente gordo e começa a perder peso sem parar de comer", explica Regina. Esses sintomas, quando observados, devem causar preocupação e a procura de um médico veterinária, para o diagnóstico e início do tratam.

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