ANO: 25 | Nº: 6208
11/02/2019 Editorial

Um espaço para a arte


O crescimento de produções audiovisuais, em Bagé,em boa parte estimulada pelas gravações de obras de renome, como O Tempo e o Vento, fez a região despontar no cenário da sétima arte. Em tal forma que o Festival Internacional de Cinema da Fronteira, que chegou à décima edição, ano passado, viveu, literalmente, uma expansão, talvez, não imaginada por seus idealizadores.
A questão é que muito mais que estimular novas produções, chamar a atenção de profissionais de outros países, ou mesmo fazer com que personalidades já conhecidas começassem a se direcionar para a Rainha da Fronteira, a cada nova ideia, tal cenário estimulou, ainda, uma gama de artistas a buscar a profissionalização nas artes cênicas. E não apenas para o cinema, mas para o seu precursor: o teatro.
Mas então, como fazer teatro? Uma questão é ir atrás de ensinamentos, de trabalhos coletivos destinados a tal aperfeiçoamento ou, ainda, vislumbrar uma vaga em uma produção. Outra é atrair os olhares do público sem um palco constituído exatamente para tal fim. Sim, Bagé possui palcos. Mas não específicos para o teatro. Enfim, trata-se de uma demanda que gera perspectivas e uma série de conjecturas faz anos. Muito já se estipulou, desenhou - inclusive -, mas nada andou ou saiu do papel.
Pois hoje, se o que se indica caminhar num rumo satisfatório, uma resposta positiva por ser apresentada. O bajeense Rubinho Oliveira, que assumiu a direção d Instituto Estadual de Artes Cênicas do Rio Grande do Sul, ciente do potencial de sua terra natal, deve expor uma proposta - inicial, é claro -, para tornar o sonho de muitos em uma realidade para todos. Na verdade, a expectativa é justificada pelo motivo de que, em termos gerais, não será uma conversa apenas para exaltar a existência de demanda, mas com a apresentação de algo concreto, mesmo que ainda necessite de viabilidade. Vale acompanhar!

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