ANO: 26 | Nº: 6526
18/02/2019 Fogo cruzado

Hamm defende responsabilização para evitar tragédias como a do CT do Flamengo

Foto: Tiago Rolim de Moura

"As Leis existem, mas parece que sempre há uma tentativa de burlar", mencionou deputado

Ao longo da semana passada, quando esteve atuando em agendas específicas, tanto na região quanto em Brasília, o deputado federal Afonso Hamm se manifestou, à coluna, defendendo mais responsabilização para casos envolvendo tragédias como a ocorrida no Centro de Treinamento do Flamengo, do Rio de Janeiro, que culminou com a morte de 10 jovens atletas da base do clube carioca acabaram se tornando vítimas fatais de um incêndio que atingiu a área utilizada como alojamento.
Para o parlamentar, há, no País, na atualidade, muita impunidade. Desse modo, sustentou que propostas como a Lei Anticrime, sugerida pelo atual ministro de Justiça, Sérgio Moro, podem contribuir, tornando penas mais severas a quem, porventura, for culpado por um delito mais grave. "Eu fui jogador de futebol. Parei na concentração do Grêmio Bagé (...) quando fui no Brasil de Pelotas, morei os primeiros meses, parei um período provisório nos alojamentos. Mas, agora, você imagina colocar crianças em contêineres. E, assim, havia os avisos", ponderou ao relembrar o episódio da barragem de Brumadinho como algo similar do ponto de vista de perdas de vidas por características que apontam muito mais para uma possível negligência do que para uma tragédia inesperada.
"As Leis existem, mas parece que sempre há uma tentativa de burlar a Lei, um jeitinho (...) Hoje, há de se responsabilizar", mencionou ao sustentar que é necessário alterar o atual cenário. "Nós temos, como sociedade, que evoluir. O que precisa é responsabilizar sempre quem burlou a lei (...) senão você vai formando gerações que se acostumaram com esse modelo", argumentou.
"Eu lamento como desportista, como jogador. Eu comecei no Grêmio Bagé com 14 anos de idade. Com 17 fui convocado para a seleção gaúcha de futebol, parei lá no Grêmio, joguei com o Renato Gaúcho e tantos outros. Depois eu fui para o Brasil de Pelotas. O meu filho jogou futebol, parou em tantos locais também, improvisados. Vamos pensar nos ônibus que viajam também (...) às vezes são transportados em ônibus precários, sem licença", exemplificou ao frisar que já tratou, ao longo de seus mandatos, em Brasília, com pautas que previam, por exemplo, a destinação de uma cota fixa no desenvolvimento de Centros de Treinamentos.
"Precisamos construir um novo estado de consciência de todos, não só na política. Infelizmente, dadas todas estas tragédias, acontecimentos, deveremos evoluir. Esperamos que o país evolua a partir da conduta de cada um", concluiu.

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