ANO: 25 | Nº: 6236
20/02/2019 Editorial

Um mosquito que motiva alerta


Em dezembro do ano passado, um levantamento apresentado pelo Ministério da Saúde apontou que nada menos que 47,5% dos municípios brasileiros – ou seja, praticamente a metade - estavam em alerta ou risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Como se descobriu, ao longo de muita pesquisa, todas as doenças tem ligação com o mosquito Aedes Aegypti, apontado como o transmissor responsável por elevar a contaminação.
Contudo, ao que parece, nem mesmo o alerta anteriormente demonstrado, pelo Ministério, provocou tanta preocupação assim. Claro, todo o verão é de praxe que novas campanhas de conscientização destinadas a evidenciar que o acúmulo de água parada – ponto ideal para a proliferação do mosquito – precisa ser evitada são desenvolvidas. Mas será mesmo que isto, nos dias atuais, teria que ser necessário?
Que a Chikungunya e o Zika são questões consideradas mais recentes é fato, por assim dizer. Mas nem a dengue e muito menos o temido Aedes são. Todo mundo sabe, ou deveria, sobre os métodos mais tradicionais para auxiliar no combate ao mosquito. Não deixar pneus a céu aberto, sem outro recipiente qualquer que possa acumular água parada; ou, ainda, preencher os fundos de vasos de plantas ou flores com areia são alguns métodos eficientes e muito práticos.
Infelizmente, mais uma vez, cidades do País e, mesmo Bagé, vivem um precoce momento de preocupação. Conforme manchete desta edição, o número de larvas do mosquito encontradas no município, neste pouco mais de um mês e meio, já supera a metade do total detectado ano passado. Pode não ser motivo para temor, e não é, mas é sim para um alerta. Além de exigir ações dos órgãos de fiscalização, é preciso contribuir. Ao menos dentro de casa.

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