ANO: 25 | Nº: 6236
21/02/2019 Editorial

Demanda por mobilidade


O crescimento cada vez mais virtuoso de veículos automotores circulando por grandes e até mesmo pequenas cidades aliado, muitas vezes, a sistemas de tráfego defasados, que não de adequam na mesma velocidade que a demanda exige, motivam o surgimento de alternativas de mobilidade.
Em alguns países, e o Brasil não foge desta realidade, o incentivo de meios de locomoção que não ocupem muito espaço, nem exijam estruturas gigantescas, como as bicicletas, vem modificando paisagens. Mas, e esta é uma constatação real, de maneira ainda comedida. Assim, mesmo existindo sugestões para que mudanças contribuíam para a solução de uma demanda, um nicho se estabeleceu.
O nicho em questão, no atual momento, são os aplicativos de mobilidade por aplicativos. Tecnológicos e com preços competitivos, para competir com os tradicionais táxis, bem como com o transporte coletivo, estes serviços ocuparam um mercado que, até pouco tempo atrás, poucos sabiam existir.
Bagé, aliás, vem experimentando esta tecnologia há pouco tempo, com a chegada do Garupa e, posteriormente, do Bagé Táxi App. Iniciados de forma experimental, ambos vêm registrando crescimento na procura, estimulando que os gestores buscassem mais profissionais para atender a clientela, que acabou, até certo modo, se tornando fiel.
Esta realidade contemporânea, talvez, tenha sido a real motivação para que uma marca conhecida no mundo todo, a do Uber, vislumbrasse suas operações, enfim, também, na Rainha da Fronteira. O aplicativo, que gerou uma série de debates e mesmo regulamentações por parte do governo brasileiro, se fixou e, agora, busca ampliar sua atuação sempre que possível. Enfim, mais uma vez, chegou a vez de Bagé. Tudo motivado pela demanda por mobilidade.

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