ANO: 26 | Nº: 6526
22/02/2019 Esportes

Bagé sofre com “lei do ex” em Santa Maria

Foto: Renata Medina

Andrei saiu do banco para virar placar
Andrei saiu do banco para virar placar
No futebol, uma das máximas mais temidas é a famosa "lei do ex". Em Santa Maria, a sanção foi aplicada no Bagé, na derrota por 3 a 2 para o Inter-SM, na noite de quarta-feira, no estádio Presidente Vargas. Atrás no placar, o técnico do time adversário acionou Andrei do banco de reservas e o desfecho do jogo mudou. Alegando questões disciplinares, a direção jalde-negra preteriu o atacante, no início do mês. E foi justamente ele que conduziu a vitória contra o ex-time. Com o resultado, o Bagé ocupa a lanterna do grupo A, com um ponto. Vencer o Lajeadense, neste sábado, às 19h30min, no estádio Pedra Moura, passa a virar obrigação para os comandados do técnico Márcio Nunes.
A atuação apresentada pelo Bagé, na primeira etapa, indicava uma possível reação, perante os impasses de vestiário enfrentados pós-empate com São Gabriel. Souza cobrou escanteio e Diego Rocha abriu o placar, de cabeça, aos 17 minutos. Até o final do primeiro tempo, o Abelhão dominava o adversário, com contra-ataques e jogadas rápidas de velocidade, indo ao encontro com o discurso pré-jogo de Márcio Nunes.
Para o segundo tempo, o técnico do Inter-SM, Luciano Corrêa, foi feliz nas modificações. O empate veio com o meia bajeense Chiquinho Resende, aos 15 minutos, em cobrança de falta. E a virada, justamente pelos pés de Andrei. Aos 17 minutos, aproveitou cruzamento e desviou de cabeça. "Foi uma sensação inesquecível. Por um momento, pensei em não comemorar, por ser o clube que me revelou. Mas comemorei porque eles não acreditaram em mim. Estava no banco, com dores e desgaste no posterior, ainda da outra partida. O time estava perdendo e o Luciano perguntou como eu estava. Eu falei que estava bem e que podia me colocar. Fui no sacrifício, pois era contra eles. Graças a Deus, fiz o gol", relatou à reportagem.
O ímpeto apresentado no primeiro tempo pelo Bagé não foi o mesmo no segundo. Tanto que o Inter-SM ainda fez o terceiro, de pênalti, convertido por Fabrício, aos 37. O jalde-negro descontou aos 49, com Rafinha Carletti, porém, sem tempo para buscar o empate. Final: 3 a 2 para os donos da casa.
Com dois jogos sem vitória e um desgaste na cidade, devido à troca da comissão técnica, superar o Lajeadense passa a ser imprescindível. Caso contrário, a situação ficará ainda mais delicada.

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