ANO: 25 | Nº: 6256
25/02/2019 Fogo cruzado

Governador não descarta redução de imposto sobre o arroz

Foto: Itamar Aguiar / Plácio Piratini

Leite e a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, durante a abertura da colheita no RS
Leite e a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, durante a abertura da colheita no RS
O Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional de arroz. A área passa de 1 milhão de hectares, especialmente na metade Sul. E tais números podem ganhar um reforço do pode público gaúcho, que pode reduzir impostos e auxiliar o setor orizícola a enfrentar dificuldades contemporâneas.  Ao menos é que o deu a entender o governador Eduardo Leite, durante sua participação na 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, realizada sexta-feira, em Capão do Leão.
Após o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), Henrique Dornelles, dizer que "o produtor gaúcho tem um custo altíssimo de produção, seja pelo alto ICMS, seja por problemas de logística ou mesmo a questão de tarifas de energia", Leite se posicionou a quem acompanhava do evento.
O governador disse que o principal pedido da categoria – a redução do ICMS de 12% para 7% – já está sendo analisado por uma equipe técnica do governo, com integrantes das secretarias da Agricultura e da Fazenda. "Estamos vendo se é possível e o que seria possível fazer. Não descartamos essa redução, mas isso merece uma análise técnica, com muita responsabilidade. Temos que ver todos os efeitos na cadeia produtiva. Não pode ser uma decisão política para agradar A ou B. Não há um prazo, mas poderia ser para a próxima colheita, já dando um sinal de estímulo ao agricultor", explicou Leite.
o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, afirmou que o governo também aposta no diálogo: "Estamos conversando com o governo federal e com as bancadas estadual e federal para amenizar a crise e fortalecer o setor".
Na safra 2017/2018, o RS colheu 8,3 milhões de toneladas. Agora, com o agravante das chuvas e enchentes que atingiram as lavouras no começo do ano, a expectativa é menor, com o resultado estimado em torno de 7,3 milhões de toneladas. Segundo a Federarroz, os quatro últimos anos foram marcados por questões climáticas e/ou financeiras. Apesar disso, a produção ainda envolve 8 mil produtores gaúchos e gera 37 mil postos de trabalho diretos, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Na atualidade, o Rio Grande do Sul é responsável por 90% das exportações do cereal.

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