ANO: 25 | Nº: 6278

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
02/03/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

Tecnologia é sobrevivência


Você sabe onde a internet começa? Bom, antes da criação do google, a internet não possuia exatamente uma referência para iniciar uma navegação, alguns buscadores encontravam algumas coisas mas nada que fosse tão  avançado quanto as opções de hoje.

Criado em 1997, o Google, após algum tempo, tornou-se o principal site por onde todos os outros sites eram acessados, podia-se dizer que a internet passou a ter um início. Porém, a partir de 2013, o Facebook passou a aumentar o seu número de acessos, tornando-se em 2015, a principal origem de navegação, ultrapassando o Google.

A fatia da pizza que é dividida entre essas duas empresas, soma 75% do total das origens de sites de conteúdo no mundo, restando para as outras empresas 25% para dividirem entre si.

Além disso, 70% da utilização de internet, feita utilizando smartphones, é exclusiva em produtos do Facebook ou do Google.

Evidente que isso é um reflexo de uma sociedade que tem se tornado cada vez mais conectada, criando a demanda que é atendida pelas empresas citadas acima.

Mas o que isso significa para a sobrevivência do seu negócio? Ora, quem não é visto não é lembrado.

Na 59ª Convenção Anual da International Franchise Association, realizada em Las Vegas, o russo Gary Vaynerchuk, considerado um dos nomes mais importantes do marketing digital, alertou sobre a importância da criação de políticas de marketing digital que considerassem esse comportamento.

De forma geral, o Gary avisa que as empresas que não possuem conteúdos qualificados para a web e redes sociais têm grandes chances de não sobreviverem e a razão é bem simples: estas empresas estão dando de ombros ao que os consumidores mais gostam de fazer.

A tecnologia está presente na vida de todos, desde o adolescente até os seus avós e as possibilidades de mercado para atingir esses clientes são imensas, desde que se organize o conteúdo e utilize-se as ferramentas certas. Só no Brasil,são cerca de 116 milhões de pessoas conectadas, segundo o IBGE.

Uma tendência que está desembarcando aos poucos no Brasil é a utilização de assistentes, como a Alexa da Amazon, ou o assistente do Google, e isso significa mais um meio para consumidor chegar no produto que deseja e é importante que as empresas percebam essa tendência com tempo hábil para se adaptar. Em, aproximadamente, 10 anos essas tecnologias estarão em todos os cantos.

Abrindo aspas para o Gary: “Não importa a rede social. O que importa é onde eles estão. Se amanhã todo mundo sair do Facebook e Instagram, entenda o movimento e vá junto.”

Além disso, a plataforma utilizada tem fundamental importância. Se o seu site não é “amigável” a dispositivos móveis, as chances do seu cliente desistir de procurar algum produto seu após cinco segundos é enorme.

Priorizar soluções que possam ser utilizadas em dispositivos móveis é uma necessidade que a nova realidade impõe às empresas. É necessário, ainda, agilidade para estar presente nesse mercado, correndo o risco da sua marca ficar esquecida e consequentemente deixar de existir.

Algumas empresas que já perceberam isso e chegaram a conclusão óbvia: tecnologia não é mais somente apoio operacional, não é uma despesa, tecnologia é uma questão estratégica, algumas diretorias de muitas empresas, independente do seu core business (área de atuação), já preferem executivos da área das exatas, mais especificamente da área de TI, justamente pela afinidade que possuem com as possibilidades tecnológicas que estão na mesa.

É inevitável, já está acontecendo e quem não começou a se mexer corre o risco de ficar para trás. Corra e garanta a sua sobrevivência!

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