ANO: 25 | Nº: 6385

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
09/03/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

As previsões inteligentes para a Inteligência Artificial

A Garter (www.gartner.com) é uma empresa de consultoria americana que, há 40 anos, ajuda seus clientes a tomarem as decisões corretas para que permaneçam à frente quando se trata de tecnologia, mudanças e inovação.
Segundo o seu vice-presidente, Álvaro Mello, “A inovação baseada em tecnologia está chegando mais rápida do que a maioria das organizações consegue acompanhar. Antes de implementar uma inovação, outras duas surgem".
Uma das suas publicações mais interessantes, a “newsroom”, oferece-nos visões do que seus analistas consideram tendências para o futuro, ou seja, ela faz previsões sobre como as tecnologias, ferramentas ou relações serão modificadas no decorrer dos anos.
Muitas soluções do cotidiano foram previstas pela gartner, como por exemplo, os smartphones, ainda com outro nome cerca de 10 anos antes da sua criação.
Em 2013, essa lista previu impressões 3D de órgãos criando discussões sobre a ética do seu uso, aumento do número de falsificações de objetos, também em virtude da impressão 3D.
A lista falava que os dados acumulados nos dispositivos usáveis, como relógios e roupas inteligentes, conduziriam 5% das vendas das maiores empresas do mundo. O número de aplicativos monitorando essas informações estariam dobrando em dois anos, o que indicaria um aumento dos marketeiros interessados nessas informações..
Nas previsões realizadas em 2017, com prazo de, aproximadamente, cinco anos para a sua realização, os especialistas da gartner previram que, em 2021, metade das organizações existentes dos mundo gastarão mais dinheiro desenvolvendo os chamados CHATBOTS do que com aplicações tradicionais, isso já está acontecendo.
Para 2021, a previsão é de que 40% das equipes de TI serão versáteis, ocupando vários papéis, a maioria dos quais mais próxima das áreas de negócios e não de tecnologia;
Ainda na mesma “remessa de previsões”, continuando com o artigo da newsroom temos:
Até 2020, para a tecnologia IoT (Internet das Coisas) estar em 95% dos eletrônicos;
Até 2020, a AI se tornará um motivador positivo, criando 2,3 milhões de empregos e eliminando apenas 1,8 milhão de empregos;
Essa eliminação de empregos pode ser apresentada através da história recente da IBM, a gigante americana deixou de produzir computadores pessoais para focar em serviços com maior valor agregado. Por exemplo, através do desenvolvimento do IBM Watson®, que é uma plataforma cognitiva para negócios, uma inteligência artificial para empresas. Um dos planos era o de substituir alguns tipos de diagnósticos na área de saúde, sem necessitar do acompanhamento de um médico. Em abril do ano passado, a FDA(espécie de Ministério da Saúde americano) aprovou essa solução que já está sendo usada, os “diagnósticos movidos a inteligência artificial”, como eles chamam.
Mas o que isso tem de impacto na nossa profissão atual?
Existe um site chamado https://willrobotstakemyjob.com onde algumas estatísticas são verificadas e indica-se a probabilidade de substituição de algumas profissões por robôs. As profissões mais pesquisadas (talvez as mais preocupadas com esse impacto) são: contador, auditor, programador, advogado e engenheiro. No caso dos programadores, o risco é de 4%, muito pouco.
As profissões com os maiores riscos de substituição são aquelas mais operacionais e repetitivas, porque obviamente são mais fáceis destas inteligências aprenderem.
A lista é imensa e o percentuais variam muito de acordo com a especificidade da atividade, porém, uma coisa é certa. Algum impacto a inteligência artificial terá na nossa profissão, nos causando medo ou nos ajudando, a nossa vantagem em relação aos robôs é uma condição que não pode ser criada pelo homem, a sua própria criatividade.
Acompanho o Físico Americano Michio Kaku no pensamento: “Acontece que os empregos do futuro serão aqueles que não podem ser feitos por inteligência artificial.”
Fomos avisados! Pela Gartner! E ela não costuma errar!

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