ANO: 25 | Nº: 6458
09/03/2019 Cidade

Bioma em foto

Foto: Leonardo Paz Deble/Especial JM

Rhea americana (ema) em campos preservados no Departamento Tacuarembó, Uruguai, 2017
Rhea americana (ema) em campos preservados no Departamento Tacuarembó, Uruguai, 2017
Exclusivamente americanas, as “emas” são aves muito confundidas com as avestruzes da África, apesar de serem diferentes entre si em vários aspectos. De plumagem acinzentada no dorso, esbranquiçada no ventre e negra no pescoço, também é conhecida como “nhandu” ou “avestruz”, sendo a maior ave da América do Sul. De distribuição geográfica bastante ampla, é bem típica dos campos no bioma Pampa e nas áreas abertas no território brasileiro, no Uruguai, na Argentina, no Paraguai e na Bolívia. São onívoras, alimentam-se de insetos, répteis, capins, plantas herbáceas, sementes e roedores, pastejam em grupos de até 60 indivíduos ou mais em campos, plantações, cerrados e savanas, bem como na orla marítima de campos litorâneos, podendo correr até 60 km/h quando se sentem ameaçadas com as asas abertas fazendo mudanças bruscas de direção. O habitat natural dessa espécie está bastante reduzido pela transformação dos campos em pastagens exóticas, lavouras de soja, trigo e milho. A “ema” consta na lista dos animais em perigo de extinção pela diminuição das populações devido à destruição do habitat natural e a caça para alimentação, seus ovos são fonte riquíssima de proteína. Em áreas campestres bem preservadas são bastante avistadas no sudoeste do território sul-rio-grandense e serra do sudeste, bem como nos campos do Uruguai onde são observadas sempre em bandos. Doutora bióloga Anabela Silveira de Oliveira Deble, professora do curso de Ciências Biológicas da Urcamp. Para saber mais entre em contato pelo fone: 3242 8244, ramal 212.

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