ANO: 25 | Nº: 6381
13/03/2019 Editorial

O legado de Tarcísio Taborda

É difícil mensurar a importância de Tarcísio Antônio Costa Taborda para o futuro de Bagé. Mais do que reunir um importante acervo sobre a gente, as instituições e os fatos históricos da região, fundando museus e novas visões sobre a Rainha da Fronteira, Tarcísio criou um legado de apreço pela memória local; um conceito de preservação que ainda inspira pesquisadores.
Diferentes horizontes se apresentam através dos amplos corredores que ligam as salas do Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela Fundação Attila Taborda (FAT). Recortes de diferentes períodos, representados por uma extensa coleção de fotos, jornais e objetos, ilustram pensamentos políticos, retratam comportamentos, redesenham cenários econômicos e ajudam a entender as transformações de uma sociedade. As peças reunidas a partir da iniciativa de Tarcísio, bases primárias para incontáveis pesquisas acadêmicas, têm uma relação especial com o tempo; uma ligação que não pode ser apenas associada ao passado. E este é seu principal trunfo.
Bagé perdeu o mentor da ideia de preservação das fundações do Forte de Santa Tecla, há exatos 25 anos. Construído através do magistério, da legislatura, do jornalismo e da magistratura, seu pensamento, porém, é uma força viva, merecendo, em forma de reverência, o reconhecimento como fonte inesgotável de elevação da nossa cultura.

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