ANO: 25 | Nº: 6231

Cássio Lopes

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19/03/2019 Cássio Lopes (Opinião)

Guido Moraes

Guido de Jesus Machado de Moraes nasceu no dia 10 de janeiro de 1941, na localidade de Cerro Branco, 1° Distrito de Lavras do Sul. Filho de Orival Garibaldi Moraes, ex-tropeiro e funcionário do DAER, e de Olívia Machado Moraes, professora rural e poetisa, antepenúltimo entre oito filhos. Aos sete anos, veio residir com a família em Bagé. Em 1951, ingressou no Seminário dos Reverendos Padres Capuchinhos, onde permaneceu até completar o 2º ano de Filosofia, curso que concluiu na Fundação Universidade de Bagé. Nessa mesma instituição acadêmica, cursou Letras e lecionou História da Filosofia, Psicologia Experimental, Ética, Teodiceia e Estética, além de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.
Ingressou no magistério público, em 1963, onde lecionou Língua Portuguesa e Literatura nos colégios Dr. Carlos A. Kluwe (Estadual), Espírito Santo, Nossa Senhora Auxiliadora e Instituto São Pedro de Educação e Assistência (ISPEA), tendo, neste último, lecionado igualmente Francês, Inglês e Latim.
Foi vereador em Bagé, de 1972 a 1976. Como vice-presidente do Legislativo, esteve, diversas vezes, à testa do Executivo. A partir de 1977, exerceu o cargo de assessor técnico do Departamento de Assuntos Culturais da Delegacia de Educação.
Após, foi assessor para Assuntos Especiais da 13ª DE e da 1ª Coordenadoria Regional de Educação.
Foi fundador, na década de 1960, junto com Raul M. Lucas, Alceu L. Arejano, João Pedro Q. Codevila, Nídio Collares, Arlos, Elias, e Daniel Rodrigues, do primeiro conjunto gaúcho de Bagé, “O Dorminhoco”. Nele, tocava violão e fazia vocal.  
Era poeta e compositor, tendo participado de vários festivais pelo Estado. Em Bagé, integrou o “Festival Sentinela da Canção” e várias edições da Semana Crioula Internacional, sempre com poesias inéditas. No Estado, participou dos festivais da “Califórnia da Canção”, de Uruguaiana, “Barranca”, de São Borja, e “Tertúlia”, de Santa Maria. Entre os festivais de poesia, participou da “Sesmaria da Canção Gaúcha”, de Osório e “Bivaque”, em Caxias do Sul.
Obteve 1° lugar na modalidade Poesia Inédita na 1ª, 6ª e 8ª “Semana Crioula Internacional de Bagé”, competindo com poetas do Estado e Exterior, e 2° lugar no concurso "Jubileu de Prata Fundação Educacional de Alegrete".
Foi sócio atuante dos Centros de Tradições Gaúchas "93", “Prenda Minha”, “Sentinela da Fronteira” e “Centro Nativista Gaspar Silveira Martins”.
Estimulado por amigos, conterrâneos e tradicionalistas, mais que por vontade própria; publicou os seguintes livros: “Fronteiriço – Versos Crioulos” (1979) e “Canto Pampa – Poesia Gauchesca” (1984).
Foi professor e incentivador do poeta Sérgio da Silva Teixeira, que fez o poema “AO MESTRE GUIDO” em sua homenagem.
Faleceu em 17 de março de 2008, deixando a esposa Nídia Collares Moraes, as filhas Patrícia, Rosane e Roberta, além dos netos Lucas e Mariah.

Fontes:
Garcia, Elida Hernandes. "Escritores Bageenses", Bagé, Editora Praça da Matriz, 2006.232 p.
Jornal Correio do Sul, Edição 18/03/2008.

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