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Seival Sul Mineradora começa operação em Candiota
Publicada em 21/03/2019
Uma estrutura imponente, que conta com equipamentos de última geração, e, com isso, menos impacto ambiental, já está em pleno funcionamento em Candiota. A Seival Sul Mineradora, que tem como concessionária a empresa Copelmi, iniciou o trabalho de extração para fornecer carvão para a UTE Pampa Sul. A empresa se preocupa com o meio ambiente e não utiliza barragens para decantação dos resíduos. Todo processo é feito com ar.
A equipe do Jornal MINUANO fez uma visita no setor administrativo, ontem, e, acompanhada do gerente de Controle e Administrativo, Nelson Kadel Júnior, e dos engenheiros de Minas, Adolfo Carvalho e Lúcio Peraça da Silva, e de produção, Paulo Roberto Santos, conheceu todo o processo realizado antes do mineral chegar à usina Pampa Sul.
Segundo Kadel, a empresa conta, atualmente, com 90 postos de trabalho, sendo 34 próprios da Copelmi e 56 terceirizados na planta de beneficiamento. Na mina, o trabalho de escavação está sendo realizado por 120 pessoas, com a expectativa de chegar a 200 quando a Pampa Sul começar a operação, que está prevista para a metade do ano.
Etapas
Carvalho conta que o processo inicia pelo carvão bruto, que é moído e recebe a mistura para ficar homogêneo. “Precisamos de um material com uma determinada característica e que apresente 3.050 quilo-calorias por quilo de carvão”, disse. A empresa investiu em analisadores online, que medem, em tempo real, as mostras químicas que passam pela esteira. “A empresa deu uma nova roupagem à indústria do carvão”, comenta.
O gerente ressalta que para manter o meio ambiente em equilíbrio, foi firmada uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas. Através de estudos, a instituição apresenta novas formas de mineração. “Após a retirada do carvão, a área é totalmente recuperada e pode ser utilizada para gado, silvicultura e soja, sem nenhum prejuízo”, garante.
Impermeabilização
Peraça salienta que a mina ainda não está em pleno funcionamento e que, nesta etapa, estão sendo retiradas a parte superior do solo, que após a remoção do carvão será reposta. “O carvão tem até oito camadas diferentes e é realizado todo o processo de impermeabilização do solo utilizando tipos de argila, para que a área de mineração não gere contaminantes para o solo”, ressalta. Ele também destaca que não são utilizados explosivos para extrair o carvão.
Preservação
O engenheiro de produção comenta que, além da preocupação com o meio ambiente, todo o processo é enxuto, devido à utilização do equipamento a ar. “O produto é confiável e de alta qualidade”, afirma. Santos comenta que, para suprir a demanda da usina, que é de 160 a 230 mil tonelada por mês, o trabalho efetivo deva iniciar umas três semanas antes do começo da operação. A mina terá autonomia para abastecer a usina por até 25 anos.
Para manter o meio ambiente saudável, a empresa mantém uma Área de Preservação Permanente (APP). Foram plantadas várias árvores no entorno da unidade de beneficiamento. A empresa também trabalha com pesagem totalmente automatizada.
Capacidade
A obra da Seival Sul iniciou em dezembro de 2016 e foi concluída em dezembro de 2017. De janeiro a março de 2018 foram realizados os primeiros testes. A empresa tem participação acionária da Copelmi Mineração (70%), que detém 80% do mercado privado de carvão industrial do País, e da Eneva S.A. (30%).
A mina de Candiota terá capacidade de produção de 2,8 milhões de toneladas por ano, contemplando a implantação da unidade de extração e beneficiamento. A empresa realizou um contrato de financiamento com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), no valor de R$ 31,5 milhões, para implantação da unidade de extração e beneficiamento de carvão.
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