ANO: 25 | Nº: 6334

Marcelo Rodríguez

marcelo.errebe@gmail.com
Acadêmico de Jornalismo da Urcamp
22/03/2019 Caderno Ellas

Dá para ver na sua cara!

Foto: Reprodução JM

Tem quem acredite que ansiedade e estresse são apenas desculpas para momentos complicados do trabalho, da faculdade ou da vida pessoal. Porém, esses dois transtornos psicossociais, além de serem preocupantes por si mesmos, podem ocasionar sintomas físicos, isto é, o corpo pode acabar somatizando as situações do dia a dia.

Mas, o que é somatizar? Está relacionado a tudo o que sentimos e acabamos não conseguindo lidar corretamente, ou seja, quando questões emocionais acabam “escapando” para outras áreas do corpo.

O termo tem origem no início do século 19, quando o psiquiatra alemão Johann Christian Heinroth defendia a necessidade de uma visão médica que se opusesse à ideia de que todas as doenças tinham origem somente em processos orgânicos.

Um dos órgãos que podem ser afetados pela somatização de ansiedade e estresse é a pele. Segundo médicos e psicólogos, a tensão e a sobrecarga emocional crônicas desequilibram as defesas do corpo e o deixam vulnerável para o aparecimento de problemas dermatológicos. Além de espinhas, outras doenças de pele inflamatórias, como a neurodermite, a psoríase ou o vitiligo podem piorar justamente em situações de ansiedade e estresse.


Ciclo vicioso


Muitas vezes, os problemas físicos e psíquicos entram em um ciclo vicioso: o estresse estimula as reações inflamatórias da pele e a coceira aumenta. Os pacientes se coçam, o que piora ainda mais a inflamação. Assim, principalmente as noites se tornam uma tortura: as pessoas dormem mal, sua disposição e desempenho durante o dia diminuem e elas tendem a sentir o estresse “normal” de maneira acentuada, o que prejudica ainda mais os sintomas.


Buscar tratamento


Médicos e psicólogos utilizam cada vez mais técnicas de relaxamento e psicoterapia para complementar os procedimentos medicamentosos de tratamento dermatológico. Administração do estresse e técnicas de relaxamento devem ser abordados. Para você que ainda não tem problemas somatizados, mas reconhece que vive sob grande pressão e estresse, é bom ficar ligado e fazer o que está ao seu alcance para não desenvolver um processo de patologia dermatológica. E aqui vale apostar em ferramentas cotidianas, como meditação, leituras, músicas e terapias psicológicas que, nesse caso, funcionam como prevenção.

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