ANO: 25 | Nº: 6382
22/03/2019 Fogo cruzado

Ex-presidente Michel Temer é preso em desdobramento da operação Lava Jato

Foto: Marcos Corrêa/PR

Polícia investiga desvios e pagamento de propina em contratos na Eletronuclear
Polícia investiga desvios e pagamento de propina em contratos na Eletronuclear
O ex-presidente Michel Temer foi preso preventivamente, na manhã de ontem, em São Paulo. O ex-ministro de Minas e Energia da administração emedebista, Moreira Franco, também foi preso por agentes da Polícia Federal, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. As prisões foram determinadas pelo titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelas ações de desdobramento da Operação Lava Jato.
A Operação Descontaminação investiga desvios e pagamento de propina em contratos na Eletronuclear. De acordo com informações da Agência Brasil, ‘foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e Distrito Federal’.
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Temer assumiu a presidência da República em maio de 2016, depois do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao longo de sua trajetória política, Temer foi presidente da Câmara dos Deputados, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do estado de São Paulo.
O MDB, por meio de nota, ‘lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte de Temer e do ex-ministro Moreira Franco’. Na nota, o MDB destaca, ainda, que ‘espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa’.
Em nota, o escritório Moraes Pitombo Advogados, que representa Moreira Franco, manifesta "inconformidade com o decreto de prisão cautelar". Para os advogados, a medida não é necessária, pois ele "encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso, prestou depoimentos e se defendeu por escrito quando necessário". A defesa diz, também, que a ordem de prisão "causa estranheza" por ser de um juiz "cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui".

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