ANO: 25 | Nº: 6261
22/03/2019 Campo e Negócios

Exportações do agronegócio registram queda de 28% em fevereiro

O mês de fevereiro registrou um movimento atípico e inesperado nas exportações do agronegócio ao apresentar queda de 28% em relação ao mesmo período de 2018 no valor, atingindo 580 milhões de dólares. Em volume, a retração foi ainda maior, chegando a um total de 684 mil toneladas, resultado 48% menor. O complexo soja aparece como principal ofensor, com a marca de -79% no faturamento e -77% no volume. Os dados estão no Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio, divulgado na terça-feira, 18, pelo Sistema Farsul.
Ainda na comparação com fevereiro de 2018, o mês passado também teve queda no grupo carnes e cereais marcando -14,7% e -56,7% no valor e -13,4% e -54% no volume, respectivamente. O desempenho positivo ficou com o grupo fumo e seus produtos, com alta de 35,6% no faturamento e 32,7% na quantidade. Outro destaque fica para produtos florestais com crescimento de 20% em valor e 16,9% em volume.
Na comparação com janeiro de 2019, no último mês observou-se queda de 37,4% no faturamento e 53% no volume exportado. Novamente, o grupo complexo soja apresentou a maior retração com diminuição de 56% no valor e 54% no volume. O grupo cereais também apresentou resultado negativo, chegando a -76,7% em valor e -78% em volume, assim como produtos florestais, com -64% no faturamento e -51% no volume. Como destaque positivo, temos o grupo fumo e seus produtos com aumento 12% no faturamento e 24% no volume e grupo carnes com aumento no faturamento de 1%, enquanto o seu volume exportado cresceu 5,3%.
Com o resultado de fevereiro, o acumulado do ano mostra declínio de 6,2% nos valores em relação ao mesmo período de 2018, com queda nos grupos complexo soja (-64%), carnes (-20,5%) e cereais (-1,6%). Em movimento contrário, os grupos fumo e seus produtos (24%) e produtos florestais (131%) iniciam o ano com crescimento. O agronegócio foi responsável por 56,4% das exportações do Rio Grande do Sul no último mês. A China, principal parceiro do setor, respondeu por 30% das vendas, com Estados Unidos (6,8%) e Japão (6,1%) vindo na sequência.

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