ANO: 25 | Nº: 6258
26/03/2019 Esportes

Ben-Hur Marchiori receberá o título de cidadão bajeense

Foto: Divulgação

Delegado aposentado tem profunda identificação com Guarany
Delegado aposentado tem profunda identificação com Guarany
Por proposição do vereador Graziane Lara, do PTB, o delegado de polícia aposentado, Ben-Hur Marchiori, receberá o título de cidadão bajeense, em sessão solene, amanhã, às 19h, na Câmara de Vereadores. Nascido em Porto Alegre, Marchiori tem fortes ligações com a Rainha da Fronteira desde a década de 1970, muito em função de uma de suas maiores paixões: o Guarany Futebol Clube. Na tarde de ontem, o homenageado conversou, por telefone, com a reportagem do jornal MINUANO. Em um bate-papo descontraído, relembrou como iniciou o envolvimento com a cidade. “Em 1975, cursava Direito na PUC, em Porto Alegre. Tínhamos 20 anos. Pela idade, era natural que a maioria dos assuntos fosse sobre mulheres. Porém, tínhamos um colega, que era o Álvaro Severo, que só falava num tal de Guarany. Certo dia, ele nos desafiou a ir a um jogo. A partir desse dia, o Guarany passou a fazer parte de nossas vidas”, conta.
A identificação foi tanta com o alvirrubro bajeense que, em certos momentos, Marchiori colocou o Guarany acima do Grêmio, seu primeiro clube. Aliás, Marchiori é conselheiro do tricolor porto-alegrense. “Nasci em Porto Alegre, mas devido à forma como eu me envolvi com Bagé muitas pessoas me perguntavam se eu era bajeense. E toda hora eu tinha que me explicar. Inclusive, numa crônica feita por Hugo Amorim, em 1982, pelo jornal Zero Hora, ele dizia que eu era um ‘suprassumo masoquista’, por torcer para Grêmio e Guarany. Com o tempo, parei de negar e passei a me declarar bajeense. Agora, receberei, de vez, o título, o que me deixa cheio de orgulho. É um sonho que será realizado, pois sou bajeense por opção, e não por nascimento”, declara.

Jaílson era segunda opção
Como a grande maioria sabe, Ben-Hur Marchiori, que é natural de Porto Alegre, foi o responsável por levar Jaílson para fazer testes no Grêmio. Isso ocorreu na época em que foi treinador do Guarany. Porém, ele não esconde para ninguém que, na época, mais precisamente em 2013, o volante caçapavano não era a primeira opção. “Levamos o Jaílson e o Paulinho, grande atacante. No primeiro treino, o Paulinho fez três gols e encantou todo mundo. Porém, sentiu saudade e quis voltar. Com tranquilidade, afirmo que ele tinha potencial para ser um Éverton Cebolinha. Já o Jaílson sempre foi muito esforçado e persistente, suportando os percalços da vida. Teve apoio do próprio Álvaro Severo e do Rodrigo Severo. No fim, quem venceu foi Jaílson”, comenta.

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