ANO: 25 | Nº: 6381
09/04/2019 Cidade

Comércio prevê aumento de 1,5% nas vendas para Páscoa

Foto: Tiago Rolim de Moura

Empresas locais apostam no crescimento da procura pelos ovos com motivos infantis
Empresas locais apostam no crescimento da procura pelos ovos com motivos infantis

Segundo dados apontados em pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Páscoa de 2019 deve apresentar a terceira alta consecutiva nas vendas do varejo, com previsão de aumento de 1,5% em relação a 2018, quando o faturamento cresceu 2%. As vendas devem atingir R$ 2,4 bilhões em todo o País.
Com a alta do dólar, nos últimos meses, produtos de Páscoa e da Semana Santa, como ovos e chocolates em geral, azeite e pescado, ao contrário do ano passado, neste ano, mostram preços mais elevados.
A projeção, apesar de apontar crescimento nas vendas, pode não ser tão satisfatória para o comércio, já que o nível de atividade atual da economia ainda está instável em relação ao nível de consumo e com altos índices de desemprego.
O diretor de relacionamentos da rede Nicolini, Selmo Dias, entretanto, é mais positivo. Segundo ele, a empresa está apostando, junto à indústria, no crescimento da procura por ovos com motivos infantis. "Neste ano, teremos vários lançamentos nesta área, como o ovo do Pantera Negra", explica.
Outra aposta são os ovos presenteáveis, já que a indústria apontou a retomada da troca de presentes entre adultos, que nos últimos anos houve retração. "Também fizemos uma grande aposta em barras de chocolate, com uma compra de grande volume delas. Já as caixas de bombom devem estabilizar o consumo, assim como em 2018, quando não houve um crescimento tão relevante desses itens", destaca, ao salientar que a rede antecipou a exposição dos itens, o que já rendeu venda de 12% a 14% maior do que o mesmo período em 2018.
O vice-presidente da rede de supermercados Peruzzo, Lindonor Peruzzo Júnior, também revela otimismo, projetando um aumento de 25% na comercialização de chocolates. A empresa aposta na variedade, com produtos sem glúten e sem lactose. O empresário destaca, ainda, a expectativa para outros alimentos da época. “Investimos em uma variedade maior de bacalhau, que são os peixes de momento. Também temos uma linha de azeite de oliva, com preço bom, que acreditamos muito no crescimento grande”, observa.

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