ANO: 26 | Nº: 6524
11/04/2019 Campo e Negócios

Estado agenda encontros para tratar do herbicida 2,4-D

Foto: Itamar Pelizzaro/Seapdr

Grupo de trabalho foi formado para abordar o assunto
Grupo de trabalho foi formado para abordar o assunto
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) apresentou, na terça-feira, uma série de propostas técnicas que serão tratadas pelo grupo de trabalho criado pelo Estado para abordar questões e promover ações relativas à utilização do agrotóxico 2,4-D no Rio Grande do Sul. Em reunião na sede da pasta, o secretário Covatti Filho detalhou as sugestões à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, acompanhado por técnicos da Seapdr e com representantes das secretarias da Saúde, do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Procuradoria-Geral do Estado.

Covatti Filho agendou a primeira reunião do GT para o próximo dia 17, às 9h, na própria Seapdr. Em seguida, no dia 23, as sugestões serão apresentadas para as cadeias produtivas que sofreram prejuízos em decorrência da deriva do 2,4-D, em reunião a ser realizada na sede do Ministério Público, em Porto Alegre. Os promotores de Justiça Alexandre Saltz e Ana Maria Moreira Marchesan, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, acompanharam a reunião na Seapdr.

O GT foi criado a partir de pedido encaminhado pelo secretário Covatti Filho ao governador Eduardo Leite. O grupo será composto por representantes de diferentes secretarias: da Agricultura, por intermédio da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa) e Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov); do Meio Ambiente e Infraestrutura; e da Saúde. Também foram convidados a participar os Ministérios Públicos Estadual e Federal, Ministério da Agricultura, Embrapa, Emater/RS-Ascar, Farsul, Fetag/RS e Famurs. O grupo de trabalho pode requerer a participação de outros órgãos públicos e entidades civis com conhecimento nas culturas de citros, maçã, erva-mate, noz-pecã, oliva, uva e vinho, soja e arroz.

O 2,4-D é um herbicida utilizado para controlar ervas daninhas no cultivo da soja. No fim de 2018, seu uso inadequado, conforme o Estado, fez com que houvesse deriva do produto para outras áreas de cultivo, causando prejuízo em dezenas de propriedades em vários municípios gaúchos, em culturas como uvas, oliveiras, maçã, milho, azevém e até campo nativo.

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