ANO: 25 | Nº: 6354

Viviane Becker

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Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
12/04/2019 Caderno Ellas

Ellas fazem com amor

Foto: Viviane Becker

O estilo único de Iarinha Coronel
O estilo único de Iarinha Coronel

Ela vai e o amor fica

Despedidas são sempre difíceis. É preciso ser forte para encarar um adeus, ou quem sabe um até logo, principalmente quando se trata de uma pessoa que viveu mais de oito décadas na mesma cidade, com os mesmos amigos e sociedade. A nossa protagonista de hoje é aquela que ganha todas as medalhas por ser a mulher mais original que conheci até hoje: Iara Coronel.

Ela é uma bajeense, que aos 83 anos, sentiu a necessidade de mudar o ninho. O destino: Brasília.  Conta que o clima da região já não faz mais tão bem para sua saúde e que necessita estar com a família por perto, uma vez que, aqui, se sente só. Mas jamais sem amigos! Compreensível que precise do afeto dos seus, embora saiba que a mudança apesar de ser prazerosa, também tem seu lado dolorido.

Iarinha, como gosta de ser chamada, teve uma vida dedicada ao magistério, onde amava passar para os alunos aquilo que sua alma é repleta, a arte! Artista, poeta, uma amante de boas músicas, apreciadora de bons vinhos, ela encanta a todos com sua alegria e jovialidade. Cores, amores e uma autoconfiança fenomenal. Relembra trechos de sua vida que foram tatuados em seu ser. “Acredito que o segredo para me manter jovem seja o meu temperamento, porque não guardo as lembranças ruins e tristes, só tenho lugar para as coisas boas e são elas que me abastecem”, declara.

 

Bistrô Restaurante: inesquecível e memorável

Berço artístico e com toda uma excentricidade de deixar qualquer um “boquiaberto”. Como por exemplo, Bistrô Restaurante que por longos 14 anos foi referência em gastronomia na metade Sul do Estado. Pratos versáteis e com o máximo de personalização, acompanhados de um repertório de música francesa, provavam que, quem ali estava, presenciava um momento inesquecível, porque tinha cor, cheiro e gosto de algo inigualável. As saudades serão imensas das iguarias que encontrávamos por lá, além dos ambientes como a sala azul, tulipas, piano ou do lugar mais reservado, como a sala da lareira. E para quem quisesse ar fresco, recomendava o jardim de inverno ou o pátio todo florido, com mesas nas cores rosa e violeta, com supervisão do Sobrado das três "mininas”, todas estas obras de criação e execução da artista Iarinha.

 

Ela disse adeus

Os seus últimos dias na Rainha da Fronteira, foram de festas, alegrias, muitos abraços, afagos, recordações e desconstrução daquele mundo mágico que vivia, em uma casa exuberante, que já na fachada exibe buquês que instigam a imaginação dos que ali passam. Muitos souberam, conheceram e absorveram um pouco desse encantamento que ela irradia. Saudosos desde já, os bajeenses se despediram dessa celebridade de alma limpa, força invejável e talento inalcançável.

Falar de Iarinha é deixar o coração gritar mais alto, porque é isso que ela instiga em quem a conhece, viver, viver e viver, sem vergonha de ser feliz! E ela finaliza dizendo: “Não se surpreendam, se daqui um pouco mais, eu voltar!

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