ANO: 25 | Nº: 6310
15/04/2019 Fogo cruzado

Folador assina filiação no MDB de Candiota

Foto: Divulgação

Ficha do ex-prefeito foi abonada por Odilo Dal Molin
Ficha do ex-prefeito foi abonada por Odilo Dal Molin
Abonada pela principal liderança do MDB de Candiota, a ficha de filiação de Luiz Carlos Folador foi assinada, oficialmente, em ato realizado na noite de sexta-feira, 12, em Dario Lassance; com direito à presença de deputados e camisetas especialmente confeccionadas para desejar as boas-vindas ao ex-prefeito. E diante do aval de Odilo Dal Molin, Folador afirma que agora 'está à disposição do partido'. "Fui muito bem acolhido", garante.

O ex-prefeito deixou o PT, formalmente, em março, após 30 anos de atuação na legenda. Pelo partido, foi prefeito de Candiota, entre 2008 e 2016, presidente do Consórcio Público de Desenvolvimento Regional dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja) e presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Em 2012, foi reeleito com 73,96% dos votos, derrotando justamente Odilo, que disputou pelo MDB, principal partido de oposição ao PT na cidade. Folador faz questão, porém, de destacar a boa relação com a liderança emedebista. "Não existe ressentimentos. Ele é uma liderança histórica, que sempre respeitei. O que existe é um respeito mútuo", reforça.

Mudança

Folador não detalha os motivos que o levaram a deixar o PT. Em contrapartida, é enfático ao destacar o respeito que mantém pelas lideranças locais da sigla. "Eu só tenho a agradecer. Tenho grandes amigos no partido e essas amizades continuam. Sempre fui fiel e sempre foram corretos comigo, mas chegou a hora de repensar algumas questões", resume, ao salientar que o ingresso no MDB foi construído no final do ano passado, a partir do diálogo com vereadores. "Sempre respeitei o partido. Estivemos juntos com o MDB em diferentes momentos, principalmente na defesa do carvão mineral, e mantivemos uma relação democrática. Quando comentei que estava revendo questões, recebi o convite", revela.

Com Odilo, o MDB atuou na implantação do município, administrando a prefeitura nos primeiros anos, após a emancipação formalizada em 1992. A bancada emedebista representa, hoje, a principal oposição ao governo de Adriano Castro dos Santos, do PT, cuja candidatura foi apoiada por Folador, no pleito de 2016. O ex-prefeito garante, entretanto, que pretende 'manter o diálogo diante do novo cenário'. "Tenho muito respeito pela gestão dele (Adriano) e torço para que faça um bom mandato. Ele é o prefeito, eleito democraticamente, mas, na próxima eleição, estaremos em campos opostos. Vamos trabalhar para que tenhamos um debate muito qualificado. Quanto a isto não tenho dúvida", salienta Folador.

Candidatura

A direção municipal do MDB ainda não fala, oficialmente, em nomes para a disputa da Prefeitura de Candiota. Quando questionado, Folador é sucinto, afirmando, apenas, que está motivado para 'participar do processo'. "As pessoas me param nas ruas; me abordam para falar sobre política. Está no meu cotidiano", justifica.

O coordenador regional do partido, José Carlos Nobre (Zequinha), que acompanhou o ato de filiação, ao lado de lideranças regionais e estaduais do MDB, vai além, reconhecendo que Folador é um nome preferencial para candidatura, ao lado de parlamentares e ex-parlamentares da sigla.

Para Zequinha, o ex-prefeito se encaixa em uma espécie de perfil traçado pelo MDB na região. "Temos posturas regionalizadas, como o combate permanente à corrupção, o combate às desigualdades, o foco no desenvolvimento, na infraestrutura, na educação e na segurança. Entendemos que são funções essenciais. E acho que ele se encaixa nesta visão. É um gestor que trouxe muitos avanços para Candiota, em diferentes áreas, e que pode seguir contribuindo para a cidade", elogia.

Nos bastidores, circula a informação de que existiria uma articulação entre emedebistas, com representações do PSDB, partido que integrou a base de governo de Folador, visando a construção de uma coligação para a disputa do pleito municipal de 2020. Esta discussão também não é tratada oficialmente pelas lideranças dos dois partidos.

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