ANO: 25 | Nº: 6307
16/04/2019 Cidade

Cinco anos após ser erguido, ginásio da Escola Silveira Martins não tem data para utilização

Foto: Antônio Rocha

Reparo de 'falhas' deve custar mais R$ 200 mil
Reparo de 'falhas' deve custar mais R$ 200 mil

por Jéssica Velleda
Acadêmica de Jornalismo da Urcamp

O ginásio da Escola Estadual Silveira Martins, cuja construção iniciou em 26 de agosto de 2012 e foi finalizada praticamente no dia 10 de janeiro de 2014, ainda não possui previsão para inauguração. Ontem, durante visita ao espaço, para avaliar o atual cenário, o coordenador regional de Obras, César Vasconcellos, e a diretora da escola, Ana Pordomo, detalharam como estão sendo desenvolvidos os trâmites para garantir que o prédio possa ser colocado em uso.
Segundo Vasconcellos, a estrutura foi erguida através de uma planta do ano de 1994, sendo liberada a construção, com um valor orçado de R$ 829,571.81. No entanto, segundo ele, a atual documentação, para liberação, encontra-se em análise. Além disso, o coordenador salienta que a reforma precisa de novos ajustes, como no segmento de acessibilidade e a reforma de 'falhas'. Ele relatou que pelo menos R$ 200 mil ainda devem ser necessários para estes reparos, que incluem ações na quadra e na parte elétrica.
Vasconcellos também falou que a escola, a qual está em reforma, priorizou, no momento, uma intervenção no refeitório, onde, de acordo com a diretora, também se obtiveram dificuldades com a empresa contratada, a qual não retorna desde janeiro. Ana, em função disto, ressaltou a atual dificuldade para a alimentação dos alunos do turno da noite, devido à falta de iluminação.
O coordenador regional de Obras frisa que estão sendo priorizados casos emergenciais, de acordo com os recursos disponíveis. “Esta obra do ginásio, para nós, é importante, mas não podemos dar andamento sem ter o parecer e ter um gestor dizendo para dar prioridade. Nós só fazemos a mão de obra, mas precisamos de toda a liberação", mencionou. Ele acredita que, após maio, quando os contratos se encerram, tais empreitadas sejam priorizadas. Até julho, conforme projetou, informações mais concretas devem ser divulgadas.

O que diz a direção

A diretora da Escola Silveira Martins conta que o sentimento de ver o ginásio fechado e não acabado traz enorme tristeza, tanto para a escola como para a comunidade, além de que, quanto mais tempo parada a obra pública, mais se deteriora e mais prejuízo acaba causando. Com a emoção das lembranças, ela recorda de quando os alunos visitaram o ginásio e ficaram eufóricos, perguntando quando poderiam utilizar o prédio. Além disso, comenta dos alunos que também tiveram este sonho mas já se formaram e não terão a oportunidade de aproveitar a nova estrutura.

Questionada sobre a falta da estrutura para a comunidade escolar, ela garante que as aulas acabam sendo adaptadas de uma forma que possam ser praticadas em plena sala de aula, o que acaba causando uma diminuição de práticas por falta de espaço. Ana relembra que a firma contratada para reparos, em março de 2018, não finalizou a obra e seu pagamento já tinha sido feito. Por fim, destaca que mães e pais de alunos, além da comunidade, já chegaram a se juntar para realizar um abaixo-assinado para tentar fazer com que o Estado acelere os trâmites para colocar o espaço em uso. Porém, até então, nada ocorreu de forma concreta.

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