ANO: 25 | Nº: 6384

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
22/04/2019 Caderno Minuano Saúde

Capa - Síndrome mão-pé-boca

Foto: Divulgação

página 2 ou 3
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A síndrome (ou doença) mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, causada por um Enterovirus (Coxsackie A), que acomete principalmente crianças com menos de cinco anos de idade (mais frequente dos seis meses a três anos) e que se caracteriza por lesões na cavidade oral e erupções nas mãos e pés.

Os sintomas costumam surgir após um período de incubação de três a seis dias, sendo inicialmente inespecíficos (febre, mal estar e perda de apetite).

Um ou dias após, começam a surgir as lesões da boca como pontos avermelhados, pequenas bolhas ou úlceras dolorosas na língua, no palato e nas partes internas dos lábios e bochechas.

Um ou dois dias após o surgimento das lesões da boca, começam também a aparecer as lesões nas palmas das mãos e na planta dos pés (pequenas bolhas, com um halo avermelhado ao seu redor). Também pode haver lesões em nádegas, coxas, braços, tronco e face.

Nesta edição, a médica pediatra, Priscila Vargas irá falar sobre essa síndrome que tem afetado diversas crianças em Bagé e região.

 

Página 2 e 3 – Como tratar a doença

 

De acordo com a médica é importante destacar que nem todas as pessoas infectadas desenvolvem o quadro clínico completo da doença, podendo ocorrer apenas lesões na boca e palma das mãos.

“Na maioria dos casos, a doença evolui de forma benigna, com cura espontânea após sete a 10 dias, sendo pouco frequentes as complicações”, explicou.

Priscila complementa dizendo que o maior problema costuma ser a alimentação, com dificuldade de aceitação de alimentos e líquidos.

“Como para a maioria das infecções virais, não existe um tratamento específico, sendo recomendados medicamentos sintomáticos (antitérmicos e analgésicos ), repouso e alimentos leves”, acrescentou.

Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir, já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais difíceis, enfatiza a pediatra.

“Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles”, salienta Priscila.

A transmissão do vírus ocorre através do contato direto, informa a médica, com secreções das vias respiratórias (como a saliva, por exemplo), secreções das lesões das mãos e dos pés, ou fezes das pessoas infectadas, ou ainda através de contato com brinquedos ou objetos contaminados por essas secreções.

“O diagnóstico costuma ser clínico, sem necessidade de exames laboratoriais na maioria das vezes.

Apesar da pessoa infectada poder permanecer eliminando o vírus nas fezes após já terem desaparecido as lesões da boca, mãos e pés, o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana de doença”, finaliza.

 

 

Algumas medidas são fundamentais para prevenir a disseminação da doença:

 

- Intensificação das medidas de higiene: lavagens das mãos; higienização das superfícies e dos brinquedos; impedir o compartilhamento de chupetas, mamadeiras, talheres e copos

- Afastamento das pessoas doentes (da escola ou do trabalho) até o desaparecimento dos

sintomas (geralmente de cinco a sete dias após início dos sintomas)

 

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