ANO: 25 | Nº: 6485
24/04/2019 Cidade

Festival de Cinema da Fronteira promove integração latinoamericana

Foto: Divulgação

México, Brasil e Argentina estão representados no júri de longas-metragens
México, Brasil e Argentina estão representados no júri de longas-metragens
O Festival Internacional de Cinema da Fronteira começou ontem, na fronteira Santana do Livramento/Rivera, lugar marcado pela integração entre brasileiros e uruguaios. Desde a sua origem, a latinidade e a lusofonia estão representadas nas centenas de filmes apresentados ao longo da última década, trazendo para Bagé a produção cinematográfica de outros países que falam o português, bem como o que está sendo produzido pelos falantes do espanhol ao redor do mundo. Em nome da diversidade de olhares, o júri da Mostra Competitiva de Longas-Metragens é composto por pessoas vindas de três países. Além do Brasil, Argentina e México estão representados. O evento se estende até sábado e é uma realização da Associação Pró-Santa Thereza e Centro Histórico Vila de Santa Thereza, com financiamento do Sistema Pró-Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). A produção é da Anti Filmes, com apoio das prefeituras de Bagé, Santana do Livramento e Rivera e apoio institucional da Urcamp, Unipampa e Udelar. O jornalista Roger Lerina assina a curadoria de longas-metragens. O evento tem direção artística de Zeca Brito e produção de Frederico Ruas e Maristela Ribeiro. Mais informações no site fb.com/festivaldafronteira.

 

Mônica Kanitz

Jornalista formada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mônica Kanitz sempre trabalhou na área cultural, atuando, principalmente, em coberturas relacionadas ao cinema e à música. Atualmente, é editora de Cultura do Metro Jornal, de Porto Alegre, além de ser a programadora da Cinemateca Paulo Amorim, um dos principais cinemas de arte da capital gaúcha, sediado na Casa de Cultura Mário Quintana. Mônica também é ligada à Secretaria da Cultura do Estado e foi presidente da Associação de Críticos de Cinema do RS (Accirs) por duas gestões, entre 2011 e 2015. Ela também integra a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

 

Paula Markovitch

Nascida em Buenos Aires, Paula Markovitch reside, desde os 22 anos, na Cidade do México, e foi por lá que desenvolveu sua carreira. Seu trabalho mais reconhecido é o filme “El Premio”, vencedor do Urso de Prata em Berlim e premiado em diversos outros festivais, sendo o filme que mais conquistou prêmios em 2011. Em 2017, lançou “Cuadros en La Escuridad”, filme em que resgata a memória e o legado artístico do pai. Ambas as produções foram exibidas no Festival da Fronteira em 2018. Além do cinema, Paula Markovitch dedica-se à Literatura, tendo lançado o livro de contos “El Monstro” em 2014, onde aborda a ocorrência do absurdo no cotidiano. Desenvolve trabalho acadêmico pesquisando os vínculos entre a literatura e o cinema.

 

Guillermo Vejar

Nascido na região de Sinaloa, no México, Guillermo Vejar começou a carreira no ramo publicitário, atendendo grandes marcas internacionais. Após um trabalho para uma agência croata, Vejar acabou viajando para o leste europeu, onde passou três anos e meio estudando na Academy of Performing Arts of Sarajevo. Ainda como estudante, foi selecionado para o festival de Cannes, com o filme “La Puerta Verde”. Em 2011, seu primeiro documentário, “Escarabajo”, foi selecionado em 27 festivais internacionais de cinema. Em 2014, criou a Gatuno Films, onde desenvolve projetos, principalmente em linguagem documental e, atualmente, trabalha em seu primeiro longa de ficção.

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