ANO: 25 | Nº: 6312
26/04/2019 Cidade

Primeira indústria de azeite de Bagé será inaugurada hoje

Foto: Antônio Rocha

Uma cerimônia especial, com a presença de autoridades, marcará a inauguração da Azeites do Pampa, primeira agroindústria destinada à fabricação do produto de Bagé. A abertura oficial das atividades está agendada para as 18h45min, na própria unidade, no KM 643 da BR-153. A solenidade deve contar, ainda, com representações do Ministério da Agricultura e do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).

A indústria, vale frisar, está em pleno funcionamento. As azeitonas começaram a ser colhidas em março, dando início à produção. O empreendimento é resultado de um investimento de nove produtores locais, estimulados pelo projeto Olivais do Pampa, desenvolvido entre 2012 e 2015, que apontou o potencial desse mercado na região, em especial para o cultivo de azeitonas de alta qualidade.
A Azeites do Pampa terá a capacidade de produzir 500 toneladas por safra, ou seja, 50 mil litros de azeite. Conforme Émerson Menezes, um dos sócios da empresa, a qualidade do azeite produzido será excelente, desenvolvido a partir do uso de cinco qualidades de cultivares. Aliás, como ele revelou ao Jornal MINUANO, recentemente, "a produção deve chegar no mercado em maio". Ou seja, logo após a inauguração desta sexta-feira.
A fábrica bajeense começou a ser projetada em 2015. Os produtores buscaram recursos públicos para a implantação. No início de 2016, foi pensada a forma de associação e, em junho do mesmo ano, o grupo reuniu o valor necessário para o investimento (algo em torno de R$ 2 milhões). A área, que foi adquirida do Clube Cantegril de Bagé, fica situada próxima ao Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer, às margens da BR-153.
A estrutura, de 300 metros quadrados, recebeu os equipamentos em janeiro deste ano: são tanques de estocagem, garrafas, máquina de extração, moega, lavagem e limpeza. A planta é toda automatizada e, além da indústria, o local terá uma loja para a comercialização de azeite.
Conforme Menezes, a olivicultura está consolidada na região e, mesmo com o baixo consumo, no Brasil são produzidos 70 milhões de litros e um consumo de 400 mililitros per capita por ano. "Apenas 0,2% da população consome azeite de oliva e, mesmo assim, os produtores não têm dificuldade de vender o produto", comentou anteriormente.

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