ANO: 25 | Nº: 6282

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
27/04/2019 José Artur Maruri (Opinião)

A Páscoa da gratidão

Quando nos aproximamos novamente da Páscoa, é importante ressaltar alguns conceitos que já foram trabalhados em outras oportunidades, mas que sempre trazem luzes aos nossos entendimentos.
A origem da páscoa remonta ao advento da Bíblia judaica que instituiu a celebração do "Pessach" em Êxodo (cap. 12, v. 14), onde a celebração tornou-se uma instituição perpétua.
O cristianismo, por sua vez, associou a data de sua celebração, após a chamada quarentena, à "Paixão de Cristo", rememorando ano a ano todo o suplício do Mestre Nazareno até sua morte e posterior ressurreição.
Com isso, ressurgem as mensagens de Jesus, entre as quais pode ser destacado o "Sermão da Montanha": "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o Seu Sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos". (Mt 5:44-45)
A recomendação é surpreendente porque o tradicional ensina o revide ao mal com equivalente mal. Uma conduta enferma que permanece em muitas legislações ensandecidas, impondo punições assinaladas pela crueldade em relação àqueles que são surpreendidos em erro, distando da justiça e da reeducação do criminoso, o que são fundamentais.
Esta enfermidade vige, inclusive, nos relacionamentos familiares e sociais, profissionais e artísticos, a conduta retributiva é firmada na injusta conduta ancestral permanecendo no inconsciente coletivo e individual.
Segundo o Espírito Joanna de Ângelis, na obra psicografada pelo médium Divaldo Franco, intitulada Psicologia da Gratidão, ela afirma que "a proposta de Jesus, no que concerne ao amor em retribuição ao mal, é também a maneira psicológica saudável da gratidão, pelo ensejar a vivência da abnegação e da caridade. Não implica silenciar o deslize que praticado, porém reconhecer que este proporciona o surgir e expandir-se os sentimentos superiores da compaixão e da misericórdia que devem viger nos indivíduos e nos grupos sociais".
Segundo ela, ainda, "a gratidão é a mais sutil psicoterapia para os males que se instalam na sociedade constituída em grande parte por Espíritos enfermos". Enfim, a proposta é que permaneçamos com as mensagens messiânicas de Jesus, como esta, onde ele indica, como um psicólogo incomparável, que amemos os nossos inimigos e, dessa forma, sejamos gratos a eles por nos permitirem vivência da caridade.
José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da União Espírita Bajeense
Comente: josearturmaruri@hotmail.com

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