ANO: 25 | Nº: 6313

Egon Kopereck

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Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz
27/04/2019 Egon Kopereck (Opinião)

Amigos leitores!

Em primeiro lugar, permitam-me uma rápida apresentação: sou o pastor Egon Kopereck, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, ora servindo a Congregação Evangélica Luterana da Paz, aqui de Bagé, na avenida General Osório, nº 408. Já atuei como pastor em Nova Petrópolis, Três Coroas, Canoas, sempre no Estado do Rio Grande do Sul, e, então, tive o privilégio de fazer parte da Diretoria Nacional da Igreja. Hoje me sinto muito feliz e agradecido por poder trabalhar em Bagé, onde estou desde junho de 2018.
Agradeço aos responsáveis pelo Jornal MINUANO, pela oportunidade de poder deixar uma mensagem de esperança e vida, através desse meio de comunicação. Deus permita podermos ajudar, levando sempre uma palavra de ânimo, incentivo, consolo e esperança ao nosso povo.
Vivemos uma semana muito especial. No último domingo, os cristãos no mundo inteiro, lembraram, festejaram a Páscoa. Deus nos amou. Deu seu Filho Jesus por nós. Mas o grande consolo, que celebramos na Páscoa, ele não permaneceu morto. Seu corpo não virou pó. Jesus ressuscitou gloriosamente, triunfando sobre o diabo, inferno e morte. Ele está vivo. Ele se mostrou ressurreto para muitas pessoas. Como cantam as crianças:
"Não foi o coelhinho que morreu na cruz,
Quem deu a sua vida foi o meu Jesus.
Na sexta ele morreu, mas morto não ficou,
Domingo de manhã ele ressuscitou."
Nessa alegria, nós cristãos, vivemos cada dia, e em cada domingo, lembramos dessa vitória em nosso lugar. Como Jesus disse: "Eu vivo, vocês também viverão." (João 14.19), porque: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.", (João 11.25). Que maravilha! Que grande motivo para festejarmos a Páscoa e lembrarmos dessa mensagem o ano todo.
No domingo de Páscoa, Jesus apareceu aos seus discípulos, e um deles, Tomé, não estava junto. Quando Tomé apareceu, seus companheiros lhe disseram: "Vimos o Senhor. Ele está vivo!" Mas Tomé, não acreditou. Ele até não se negou a acreditar, mas ele queria ver. "Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei." (João 20.25)
Tomé era um homem realista, ele queria ver para crer. O dito popular: "Ver para crer!", "Teste São Tomé!", são expressões que vem dessa dúvida.
Todos nós temos um pouco, às vezes até muito, do Tomé. Não acreditamos, simplesmente porque o vendedor disse que é bom. Nós queremos ver para crer. Por isso, também, nos mercados, muitas vezes, encontramos alguém que nos oferece uma prova, para tirarmos nossas dúvidas.
Muitas vezes agimos assim em relação às coisas de Deus e da sua Palavra. Não cremos, simplesmente, mas queremos provas, ou, então, pedimos sem muita convicção. Diz a Bíblia: "A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem." (Hebreus 11.1) E o apóstolo Tiago nos ensina: "Se alguém de vocês necessita de sabedoria, peça-a a Deus, ... Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois o que duvida ... não pense que alcançara do Senhor alguma coisa." (Tiago 1.5-7). Deus quer a nossa confiança. Tem muitas coisas que acontecem conosco, e nós não entendemos por quê. Tomé pôde tirar a sua dúvida. Jesus disse para ele: "Você creu porque me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram." (João 20.29).
Talvez muitas das nossas dúvidas, quando chegarmos um dia diante de Deus e perguntarmos dopor quê? E Jesus nos responder, quem sabe vamos, também, cair de joelhos diante dele e dizer: "Senhor meu e Deus meu. Eu não consegui entender!"
Uma boa semana a todos!

Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz

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