ANO: 25 | Nº: 6281
27/04/2019 Cidade

Bioma em foto

Foto: Anabela Deble / Especial JM

Achyrocline marchiorii (à esquerda) e Achyrocline gaudichaudiana (à direita): março/abril de 2019
Achyrocline marchiorii (à esquerda) e Achyrocline gaudichaudiana (à direita): março/abril de 2019
Conhecida principalmente por macela, marcela, macela-galega, macelinha e camomila-nacional, o gênero Achyrocline (Less.) DC reúne plantas herbáceas até subarbustivas, perenes de até dois metros de altura que florescem em março. As flores reunidas em capítulos são amarelas ou amarelo citrino com pelos glandulares nos ramos, folhas de cor verde acinzentadas pelo tomento, essas características são utilizadas para diferenciação entre as plantas que são bastante confundidas com espécies relacionadas. Com cerca de 40 espécies em sua maioria latino-americanas, no Brasil, são reconhecidas 25 espécies que ocorrem em áreas abertas (vegetação campestre, formações rochosas), beira de matas e cerrados no sul do Brasil. As flores são utilizadas pela população para travesseiros que servem como calmantes, caracterizando odor agradável, sendo indicada em infusão para dores de cabeça, cólicas e problemas estomacais. Considerada como símbolo do Rio Grande do Sul na Páscoa há a tradição da coleta da macela na sexta-feira Santa, antes do nascer do sol, acreditando que a mesma traga mais eficiência ao chá das flores. Por vezes, a coleta é feita em rodovias onde há frequente movimento de automóveis que acabam liberando metais pesados no ar e também nas plantas, sugere-se que a coleta da macela seja feita em campo aberto para melhor aproveitamento de suas propriedades. Para saber mais, entre em contato com o curso de Ciências Biológicas da Urcamp, pelo telefone (53) 32428244, ramal 212.

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